Haddad: Lula pede que medidas fiscais não sejam ‘desidratadas’
Publicado 16/12/2024 • 12:28 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 16/12/2024 • 12:28 | Atualizado há 4 meses
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, se encontrou nesta segunda-feira (16) com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em São Paulo, para tratar das medidas fiscais que estão sendo debatidas no Congresso Nacional.
Em entrevista a jornalistas após a reunião, Haddad afirmou que Lula pediu esforços para garantir que as propostas não percam força ao longo da tramitação.
“O apelo que ele [Lula] está fazendo é para que as medidas não sejam desidratadas. Temos um conjunto de medidas que garantem uma robustez do arcabouço fiscal e estamos convencidos de que vamos continuar cumprindo as metas fiscais nos próximos anos”, disse o ministro.
Segundo Haddad, o encontro foi necessário para atualizar o presidente, que ficou hospitalizado na semana passada após uma cirurgia de emergência. “Eu o coloquei a par das situações, para que o presidente pudesse eventualmente avaliar se seria necessário dar algum telefonema, ou algo assim, para tranquilizar as coisas [sic].”
Sobre a reforma tributária, Haddad explicou que foi discutido alguns detalhes que preocupavam Lula, como a retirada das armas e bebidas açucaradas do imposto seletivo. “Eu expliquei para ele todos os detalhes do que foi alterado, para que ele pudesse avaliar a necessidade de orientar os líderes da base.”
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo espera que as medidas econômicas tramitando no Congresso, incluindo os projetos de Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária Anual (LOA), sejam aprovadas neste ano. As declarações foram feitas após visita ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo.
“A nossa expectativa é que esse conjunto de medidas seja todo ele aprovado esse ano, inclusive a LDO e o orçamento. O presidente (da Câmara, Arthur) Lira já deixou claro e nós estamos convencidos de que as medidas vão ser apreciadas esse ano. O presidente Lira já deixou claro que se precisar convocar a sessão de manhã, de tarde e de noite até quinta-feira, a Câmara vai estar disponível para atender o país”, disse o ministro.
Haddad foi questionado especificamente sobre a votação do pacote fiscal e disse que é preciso votar as medidas de contenção de despesas para fechar a peça orçamentária. Ele também foi questionado sobre o afogadilho nas votações, mas disse que o cenário deste ano não difere do que ocorreu em 2023. “Olha, no ano passado foi igual. Parece que é o novo normal”, afirmou.
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