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Venezuela e presidente da Colômbia criticam ameaças de Trump e fechamento do espaço aéreo

Publicado 30/11/2025 • 15:17 | Atualizado há 14 minutos

AFP

KEY POINTS

  • Reações de Caracas e Bogotá expõem nova rodada de tensão diplomática após o alerta dos EUA sobre operações aéreas na região.
  • Comunicado venezuelano e críticas do governo colombiano ampliam debate sobre soberania e limites de decisões unilaterais.
  • Orientação emitida por Trump provocou suspensão de voos, respostas oficiais e questionamentos sobre normas internacionais.

Juan D. Cano/Governo Colombiano

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, discursou na Cúpula de Líderes

A decisão de Donald Trump de declarar o fechamento do espaço aéreo da Venezuela provocou reação imediata de Caracas e do presidente da Colômbia, Gustavo Petro. As declarações do líder americano, feitas no sábado (29) na plataforma Truth Social, reacenderam a tensão diplomática entre Washington e governos da região.

A Venezuela chamou o aviso de “ameaça colonialista”, enquanto Petro questionou publicamente a legalidade internacional da medida.

Caracas acusa Washington de violar soberania

Em comunicado divulgado pelo chanceler Yván Gil, o governo Maduro rejeitou o alerta norte-americano e classificou a mensagem como um “ato hostil”. Segundo Caracas, os EUA pretendem impor pressões políticas usando argumentos de segurança aérea.

A nota cita o artigo 1º da Convenção de Chicago de 1944, que estabelece a soberania dos Estados sobre o espaço aéreo de seus territórios. O governo venezuelano afirmou que não reconhecerá “ordens, ameaças ou ingerências” vindas de Washington.

Caracas também acusou os Estados Unidos de interromper os voos de deportação que vinham ocorrendo ao longo do ano, cerca de 75 operações em 2025 envolvendo quase 14 mil venezuelanos.

Petro questiona legitimidade de fechamento do espaço aéreo

A reação colombiana veio poucas horas depois. Petro criticou a iniciativa e, sem citar Trump diretamente, levantou dúvidas sobre a base jurídica da decisão.

“Quero saber sob qual norma do direito internacional um presidente de um país pode fechar o espaço aéreo de outro”, escreveu no X. Para ele, uma orientação desse tipo fere o princípio de soberania nacional e coloca em xeque a autoridade da Oaci, agência responsável por regular a aviação civil.

Petro também publicou a mesma mensagem no perfil oficial da Celac, entidade que preside por turno, ampliando o tom de alerta para o restante da região.

Postagem de Trump sobre o fechamento do espaço aéreo Venezuelano
Postagem de Trump sobre o fechamento do espaço aéreo Venezuelano

Escalada ocorre em meio a aumento da presença militar dos EUA

O aviso de Trump surgiu após autoridades aeronáuticas dos Estados Unidos recomendarem que aviões civis evitem o espaço aéreo venezuelano devido ao aumento da atividade militar no Caribe. O país enviou o porta-aviões USS Gerald R. Ford, aeronaves de combate e milhares de militares para operações contra o narcotráfico.

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A recomendação já havia levado grandes companhias — Iberia, TAP, Avianca, Latam Colombia, GOL e Turkish Airlines — a suspender voos para a Venezuela. Em resposta, o governo venezuelano revogou as permissões das empresas.

Clima de tensão regional após fechamento do espaço aéreo

Trump ampliou o impacto da medida ao direcionar seu alerta a companhias aéreas, pilotos e traficantes, afirmando que o espaço aéreo sobre e ao redor da Venezuela deve ser considerado “fechado em sua totalidade”.

Maduro pediu que organismos multilaterais condenem a postura norte-americana, que classifica como ameaça à paz do Caribe e do norte da América do Sul.

Espaço aéreo da Venezuela esvaziado, segundo Flight Radar
Espaço aéreo da Venezuela esvaziado, segundo Flight Radar

Diplomatas da região avaliam que o episódio pode gerar novos desdobramentos nas próximas semanas, especialmente se houver reforço adicional da presença militar dos EUA no entorno da Venezuela.

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