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Banco Central resiste às pressões e mantém suspense sobre próximos passos da Selic
Publicado 18/12/2025 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/12/2025 • 14:30 | Atualizado há 2 meses
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Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirmou nesta quinta-feira (18) que “não há seta nem porta fechada” em relação às decisões do Comitê de Política Monetária (Copom). Segundo ele, embora compreenda a ansiedade do mercado por sinais claros, a estratégia de não amarrar previamente decisões sobre juros tem se mostrado a mais coerente diante dos custos e alternativas existentes.
Galípolo disse entender aqueles que gostariam de ver um “aviso em neon” sobre a queda da taxa de juros, mas ressaltou que o BC opta por uma condução dependente de dados, sem sinalizações antecipadas.
“Conforme fomos retirando palavras-chave que serviam como sinal, todo mundo tenta migrar para a projeção como pista. Mas não adianta achar que vai ter um sinal nem na projeção”, afirmou.
A declaração foi feita durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do quarto trimestre, divulgado mais cedo pelo Banco Central.
O presidente do BC explicou que o Copom evita sinalizar movimentos futuros, mas também não fecha portas, justamente para preservar flexibilidade até a próxima reunião.
“Entre sinalizar antes o que vai fazer e usar o tempo até a próxima reunião para reunir dados e decidir, vale mais a pena a segunda opção. É isso que significa ser dependente de dados”, disse Galípolo.
Também presente na entrevista, o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, afirmou que essa postura tem produzido efeitos positivos, ao permitir que o colegiado incorpore novas informações à medida que surgem.
Leia também: Galípolo diz que taxa de juros se mantém congelada para conter inflação e evita sinalizar corte imediato
Questionado sobre a possibilidade de o próximo movimento do Copom ser um corte de juros, caso o cenário evolua conforme esperado, Galípolo evitou qualquer antecipação. Segundo ele, isso configuraria um “guidance derivado”, algo que o BC não pretende oferecer.
“Não temos esse guidance derivado para dar. Não é uma questão de esconder algo, mas de que a decisão ainda não foi tomada, então não há pista a ser dada”, afirmou.
Diogo Guillen acrescentou que, ao mencionar na comunicação oficial que o BC vem acumulando confiança no processo de desinflação, o Copom buscou colocar o cenário em perspectiva, sem comprometer decisões futuras.
Segundo ele, essa abordagem se refletiu inclusive na mudança de linguagem, ao substituir a ideia de manutenção dos juros por período “suficientemente prolongado” para “adequado”.
Galípolo destacou ainda que o Banco Central incorpora choques econômicos de forma gradual ao seu cenário, avaliando seus impactos à medida que os dados se consolidam. Citou como exemplo as tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil.
“As previsões iniciais e o que acabou se revelando ainda têm discrepâncias. A própria existência dessa discussão sugere que devemos permanecer cautelosos e dependentes de dados”, afirmou.
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