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Bets faturam R$ 37 bi e entram no radar regulatório

Publicado 26/01/2026 • 06:50 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Receita das bets chegou a R$ 37 bilhões em 2025, com forte impacto fiscal após a regulação.
  • Governo arrecadou R$ 2,5 bilhões em outorgas e R$ 95,5 milhões em taxas, enquanto bloqueou mais de 25 mil sites ilegais.
  • Autoexclusões dispararam, com 217 mil pedidos em 40 dias, colocando a saúde mental no centro do debate regulatório.
Foto de celular apostando em bets

Canva

O primeiro ano do mercado regulado de bets de quota fixa no Brasil consolidou a dimensão econômica do setor e intensificou a presença do Estado. Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda (SPA-MF) mostram que as 79 empresas autorizadas a operar no país movimentaram R$ 37 bilhões em receita bruta (GGR) em 2025 e atraíram 25,2 milhões de apostadores ao longo do ano.

Do ponto de vista fiscal, o segmento também se tornou uma nova e relevante fonte de arrecadação. Segundo a Receita Federal, as empresas recolheram cerca de R$ 9,95 bilhões em tributos no período, incluindo IRPJ, CSLL, PIS/Cofins e contribuições previdenciárias, além dos 12% obrigatórios previstos em lei, que somaram R$ 4,5 bilhões. A isso se acrescentam aproximadamente R$ 2,5 bilhões pagos em outorgas de autorização e R$ 95,5 milhões em taxas de fiscalização até dezembro.

Além do volume financeiro, o avanço da base de usuários chamou a atenção dos reguladores. As plataformas reportaram que 25,2 milhões de brasileiros realizaram apostas em 2025, com maior concentração entre pessoas de 31 a 40 anos (28,6%). Jovens entre 18 e 30 anos responderam por 45,4% do total, enquanto usuários de 41 a 50 anos representaram 16,7%. Homens somaram 68,3% dos apostadores, contra 31,7% de mulheres.

O crescimento do mercado ocorreu em paralelo ao reforço da supervisão estatal. Ao longo do ano, a SPA bloqueou mais de 25 mil sites ilegais em parceria com a Anatel e abriu 132 processos administrativos envolvendo 133 plataformas, com 80 casos em tramitação para aplicação de penalidades. No sistema financeiro, 54 instituições enviaram 1.255 comunicações sobre operações suspeitas ligadas a apostas irregulares, resultando no encerramento de 550 contas bancárias, das quais 265 foram classificadas como ilegais.

Controle das bets

Outra frente que ganhou escala foi a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, criada para permitir o bloqueio simultâneo de contas em todas as casas de apostas autorizadas. Em apenas 40 dias, o sistema recebeu mais de 217 mil pedidos, sobretudo motivados por questões de saúde mental (37%) e por preocupações com o uso de dados pessoais (25%). Embora voltada à proteção do consumidor, a ferramenta também passou a integrar o arcabouço regulatório monitorado de perto pelos operadores.

Em balanço divulgado pelo Ministério da Fazenda, o secretário de Prêmios e Apostas, Regis Dudena, afirmou que 2025 marcou a consolidação da supervisão pública sobre o setor, com coleta sistemática de dados econômicos e ampliação das ações de fiscalização. Para 2026, a expectativa é aprofundar o acompanhamento do mercado, reforçando exigências regulatórias e o combate a operadores irregulares.

Com dezenas de bilhões de reais em receita, milhões de usuários ativos e um ambiente regulatório em rápida evolução, o mercado brasileiro de apostas passa a ocupar espaço relevante no radar de empresas, investidores e grupos internacionais interessados na expansão na América Latina.

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