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Relógio do Juízo Final avança para 85 segundos da meia-noite; entenda os impactos para mercados e investimentos

Publicado 28/01/2026 • 10:05 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Faltam apenas 85 segundos para a meia-noite, segundo o ‘Doomsday Clock’ ou ‘Relógio do Juízo Final’, em português.
  • Na última segunda-feira (27), os cientistas atualizaram o relógio que mede o quão próximo o planeta está do ‘fim do mundo’.

Foto: Doomsday Clock.

Faltam apenas 85 segundos para a meia-noite, segundo o ‘Doomsday Clock’ ou ‘Relógio do Juízo Final’, em português. Na última segunda-feira (27), os cientistas atualizaram o relógio que mede o quão próximo o planeta está do ‘fim do mundo’.

Na verdade, conforme descrito no site oficial do relógio, trata-se de um “indicador universalmente reconhecido da vulnerabilidade do mundo a catástrofes globais causadas por tecnologias criadas pelo homem”. 

Em geral, para alterar o relógio, os cientistas avaliam o risco de catástrofe em outros campos de conhecimento. Entre eles, o risco nuclear, mudanças climáticas, ameaças biológicas, tecnologias disruptivas

Sendo assim, os motivos que levaram à atualização neste ano incluem: conflitos alimentados pelos Estados Unidos, Rússia e China, como a ameaça de invasão a outros países e uso de armas nucleares, bem como o desenvolvimento da inteligência artificial (IA). 

O relógio é atualizado todos os anos desde sua criação, em 1947. Ademais, a decisão foi tomada pelos cientistas Daniel Holtz, Steve Fetter, Inez Fung, Asha M. George, John B. Wolfstal, Alexandra Bell e Maria Ressa.

Qual o impacto do Relógio do Juízo Final?

O Relógio do Juízo foi criado em 1947, pelo Bulletin of Atomic Scientists. Ele tem o intuito de conscientizar sobre os riscos da vida atual, além de incentivar a cooperação entre países, lideranças e populações. Para isso, os cientistas do Conselho de Ciência e Segurança do Bulletin – que conta com mais de 10 vencedores do prêmio Nobel – avaliam riscos de diferentes naturezas.

No entanto, em 2025, uma análise do CXO Advisory Group sugeriu que estar próximo ao desastre coletivo não afeta os retornos do mercado de ações nos Estados Unidos.

Por outro lado, investimentos pedem por boas interpretações da realidade e sua volatilidade. A título de exemplo, a pandemia por Covid-19 foi uma catástrofe não esperada, que levou a alteração do funcionamento de diversos segmentos e da vida humana como um todo.

Embora não seja uma previsão literal, o movimento do relógio afeta expectativas, e expectativas mexem com mercados. Como isso afeta o bolso?

1) Mais risco = dinheiro mais cauteloso

Conforme explica o relatório ‘A new high? Gold price predictions’, da J.P. Morgan, quando o cenário global parece mais instável, investidores tendem a reduzir exposição a ativos arriscados (ações de países emergentes, por exemplo) e buscar proteção. Isso costuma fortalecer dólar, ouro e títulos de governos considerados seguros.

2) Pressão sobre recursos e energia

Conflitos e crises climáticas afetam cadeias de suprimento. Energia, alimentos e metais ficam mais voláteis. Resultado: custos sobem, empresas repassam preços e a inflação ganha força. O estudo Commodity Markets Outlook, detalha como choques de guerra elevam preços de energia e alimentos de forma persistente.

3) Juros mais altos por mais tempo

Com inflação persistente e incerteza global, bancos centrais evitam afrouxar a política monetária cedo demais. Juros elevados encarecem crédito, esfriam consumo e pressionam lucros no curto prazo.

Bancos centrais (FED e BCE) foram forçados a manter juros restritivos para combater a inflação de custos gerada por gargalos geopolíticos. No relatório ‘Monetary policy responses to supply-driven inflation’, o BIS (Bank for International Settlements) explica o dilema dos bancos centrais diante de choques de oferta.

Possíveis soluções

Por isso, se o relógio chegar em meia-noite, significa que “ocorreu algum tipo de troca nuclear ou mudança climática catastrófica que acabou com a humanidade. Portanto, não queremos chegar lá e não saberemos quando chegaremos”, explicou Rachel Bronson, presidente e CEO do grupo Bulletin of Atomic Scientists.

Além disso, sugerem algumas soluções, como: 

  • Os Estados Unidos e a Rússia voltarem a dialogar sobre a limitação de arsenais nucleares
  • Evitar investimentos desestabilizadores em defesa antimíssil e respeitar a moratória existente sobre testes nucleares explosivos.
  • Evitar a criação de formas de vida semelhantes às originais;
  • Cooperar em medidas significativas para reduzir a probabilidade de que a IA seja usada para criar ameaças biológicas.
  • O Congresso dos Estados Unidos pode repudiar a guerra do presidente Trump contra as energias renováveis, oferecendo incentivos e investimentos que permitam uma rápida redução no uso de combustíveis fósseis.
  • Os Estados Unidos, a Rússia e a China podem dialogar sobre diretrizes significativas a respeito da incorporação da inteligência artificial em suas forças armadas, particularmente em sistemas de comando e controle nuclear.

Por fim, vale lembrar que o Bulletin of Atomic Scientists surgiu em 1945 e incluía cientistas como Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer. Ambos contribuíram para o desenvolvimento de armas atômicas no Projeto Manhattan. Arrependidos, passaram a incentivar a conscientização e limitação dessas ferramentas. O Relógio do Juízo veio dois anos depois.

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