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Deezer desmonetiza até 85% dos streams de músicas geradas por IA e passa a vender tecnologia de detecção
Publicado 31/01/2026 • 07:06 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 31/01/2026 • 07:06 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/Deezer
A Deezer confirmou que até 85% dos streams de músicas totalmente geradas por inteligência artificial foram classificados como fraudulentos ao longo de 2025 e, por isso, passaram a ser desmonetizados e removidos do fundo de royalties da plataforma. Ao mesmo tempo, a empresa anunciou que passará a comercializar sua tecnologia proprietária de detecção de músicas geradas por IA, ampliando o acesso da indústria a ferramentas de combate à fraude.
Segundo a plataforma, mais de 13,4 milhões de faixas geradas por IA foram detectadas e sinalizadas em 2025, com uma média atual de mais de 60 mil uploads diários, o equivalente a cerca de 39% de todas as músicas recebidas diariamente. Apesar desse volume, essas faixas representam apenas entre 1% e 3% do total de streams, mas concentram níveis de fraude significativamente superiores aos do restante do catálogo, onde a taxa ficou em torno de 8%.

“A música gerada inteiramente por IA tornou-se quase indistinguível da criação humana, e sabemos que a maioria dessas faixas é publicada com o objetivo de cometer fraudes. Por isso, detectamos, marcamos, removemos das recomendações e desmonetizamos streams fraudulentos para proteger artistas e compositores”, afirmou Alexis Lanternier, CEO da Deezer.
Além de marcar e excluir esse tipo de conteúdo das recomendações algorítmicas, a Deezer passa agora a licenciar sua tecnologia de detecção para o mercado fonográfico, após testes com entidades do setor, como a Sacem, na França. A empresa afirma que a ferramenta é capaz de identificar músicas 100% geradas por IA a partir de modelos como Suno e Udio, além de apresentar capacidade de generalização para detectar novos sistemas.
Para a operação na América Latina, a iniciativa é vista como estratégica para o equilíbrio entre inovação e sustentabilidade do ecossistema musical. “Estamos comprometidos em trazer tecnologia que não apenas detecta conteúdos gerados por IA, mas que também protege os direitos de quem cria e incentiva a criatividade humana como motor principal da plataforma”, disse Rodrigo Vicentini, general manager da Deezer na região.
Com a decisão, a Deezer amplia sua atuação no debate sobre IA e direitos autorais, em um momento em que estudos do setor apontam que até 25% da receita dos criadores pode estar em risco até 2028, reforçando o uso de tecnologia como instrumento de governança, transparência e proteção de royalties.
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