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Quem é Tiago Cavalcanti, nome indicado por Haddad para a diretoria do Banco Central
Publicado 04/02/2026 • 10:36 | Atualizado há 4 horas
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Publicado 04/02/2026 • 10:36 | Atualizado há 4 horas
KEY POINTS
Foto: LinkedIn.
Na última terça-feira (3), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sugeriu o economista Tiago Cavalcanti para ocupar uma das duas posições abertas no Banco Central (BC). Trata-se das diretorias de Organização do Sistema Financeiro e Resolução, e de Política Econômica.
Além de Cavalcanti, o secretário de Política da Econômica da Fazenda, Guilherme Mello, também foi sugerido para uma das vagas.
Mas, afinal, quem é Tiago Cavalcanti?
Tiago Cavalcanti formou-se em Economia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em 1995. Já em 2001, tornou-se mestre e doutor na mesma disciplina pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos.
De acordo com o LinkedIn de Tiago, o economista se tornou professor assistente na Universidade Nova de Lisboa, em 2001. Em seguida, voltou a UFPE como professor adjunto entre 2003 e 2011. Pouco depois, virou professor titular da instituição, cargo que ocupou até 2013.
Atualmente, é professor de meio período pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo, e professor por tempo integral na Universidade de Cambridge, na Inglaterra.
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No que se refere à política, o currículo Lattes do economista aponta para participações em discussões econômicas nas campanhas de Marina Silva e Eduardo Campos (PSB), em 2014.
Além disso, segundo o Estadão, uma entrevista cita o nome de Tiago Cavalcanti como “assessor econômico” de Marina, também em 2014.
Nela, o economista defende a autoridade monetária do Banco Central e posicionou-se sobre a meta da inflação, dizendo que ela deveria ser cadente ao longo do tempo. Ademais, também teceu críticas à política econômica do governo de Dilma Rousseff (PT), que naquele período impôs a “nova matriz econômica”, com juros reduzidos e aumento dos gastos fiscais.
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Em paralelo, Cavalcanti também é colunista do Valor Econômico. Em suas publicações, posicionou-se a favor de “avanços institucionais significativos” do BC – como o PIX e aumento da competição entre adquirentes das máquinas de cartões; e o controle da inflação por parte dos BCs, para garantir a estabilidade financeira.
Nesse sentido, ele alerta para a influência de grupos privados ou setoriais no BC. “Ao se desviarem dessas funções, os Bancos Centrais comprometem a confiança pública, fragilizam o equilíbrio macroeconômico e, em última instância, impõem custos à sociedade e aos contribuintes”, escreveu Tiago.
Em janeiro de 2025, assinou um working paper do Banco Central, do Banco Central Europeu e outras universidades, onde abordava o potencial das reformas financeiras em prol da redução de desigualdades no mercado de crédito.
Em geral, as falas de Tiago Cavalcanti associam-se a competências da diretoria de Organização do Sistema Financeiro – uma das vagas abertas no Banco Central. Logo, se for de fato indicado a um dos cargos, o mandato do economista se estenderá até 31 de dezembro de 2029.
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