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Novartis cresce no ano, mas prevê pressão no lucro com avanço dos genéricos; veja os números
Publicado 04/02/2026 • 09:27 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 04/02/2026 • 09:27 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Visão geral da sede da empresa farmacêutica e farmacêutica suíça Novartis AG em 11 de abril de 2025 em Basileia, Suíça.
Novartis Sedat Suna | Getty Images News | Getty Images (Reprodução CNBC Internacional)
A Novartis encerrou o ano com forte crescimento em vendas e lucro, mas sinalizou um cenário mais desafiador à frente. Em comunicado, a farmacêutica suíça indicou que espera queda de um dígito baixo no lucro operacional em 2026, refletindo o avanço da concorrência de medicamentos genéricos nos Estados Unidos.
Apesar do desempenho positivo no ano, a projeção é de expansão de receitas, avanço de margem e geração robusta de caixa, sustentados por medicamentos prioritários e pela evolução do pipeline.
O mercado reagiu com neutralidade e a ação recua 0,15% na bolsa de Zurique, negociada a 116,74 francos suíços (R$ 788).
Leia também: GSK fecha o ano em alta e projeta crescimento de até 9% nos lucros com novos medicamentos
No consolidado de 2025, a Novartis registrou alta de 8% na receita, que alcançou US$ 54,5 bilhões, segundo dados divulgados pela companhia. O lucro operacional ajustado cresceu 14% a câmbio constante, com a margem atingindo 40%, apoiada por maior volume, disciplina de custos e bom desempenho de marcas estratégicas.
Entre os principais vetores de crescimento estiveram medicamentos como Kisqali, Kesimpta, Pluvicto, Scemblix e Cosentyx, que mantiveram ritmo elevado de expansão ao longo do período.
Apesar do avanço no ano, a Novartis afirmou que enfrentará em 2026 o maior impacto de vencimento de patentes de sua história. Três medicamentos de alto faturamento – Entresto, Promacta e Tasigna – perderam exclusividade no mercado americano, abrindo espaço para versões genéricas.
Segundo a companhia, a concorrência deve gerar um impacto negativo estimado em cerca de US$ 4 bilhões nas receitas, afetando diretamente a rentabilidade no curto prazo. No quarto trimestre, as vendas de Entresto caíram de forma acentuada, refletindo esse movimento.
No quarto trimestre, as vendas recuaram levemente em base anual, pressionadas pela erosão de preços nos Estados Unidos. Ainda assim, o lucro operacional ajustado mostrou estabilidade, sustentado por controle de despesas e maior eficiência operacional.
A Novartis reiterou que espera crescimento médio anual de vendas entre 5% e 6% até 2030, apoiada no avanço de novos tratamentos, aprovações regulatórias recentes e ativos em estágio avançado de desenvolvimento. Analistas avaliam que a execução do pipeline será determinante para compensar as perdas associadas aos genéricos.
Investidores acompanham de perto a estratégia da Novartis para mitigar o impacto das patentes vencidas, incluindo aquisições e parcerias. A companhia anunciou recentemente a compra da Avidity Biosciences, movimento visto como tentativa de reforçar a presença em terapias inovadoras e ampliar o potencial de crescimento futuro.
Para o mercado, o foco agora está na capacidade da Novartis de atravessar o ciclo de pressão no curto prazo mantendo disciplina financeira, execução comercial e avanço consistente em pesquisa e desenvolvimento.
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