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QPC mostra que mercado espera por cortes de 0,5 pp na Selic nas próximas reuniões do Copom
Publicado 04/02/2026 • 09:47 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 04/02/2026 • 09:47 | Atualizado há 3 horas
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QuoteInspector.com
Prévia do Copom: mercado acha que BC deveria cortar a Selic, mas que não irá
O Questionário Pré-Copom (QPC), divulgado pelo Banco Central do Brasil, indica que o mercado já esperava pela manutenção dos jutos na reunião mais recente do Comitê de Política Monetária, diante da percepção de risco elevada e de pouca margem para flexibilização da política monetária.
As respostas dos agentes do mercado ao questionário do BC reforçam a leitura de que os juros devem iniciar um ciclo de cortes de 0,50 ponto percentual (500bps), diante dos sinais de desaceleração da atividade.
O levantamento reúne projeções quantitativas e avaliações qualitativas de instituições financeiras e consultorias, funcionando como um termômetro das expectativas que subsidiam a decisão do comitê sobre a taxa básica.

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No bloco dedicado à política monetária, a maior parte dos respondentes indicou expectativa de cortes da taxa Selic nas próximas reuniões.
Quando questionados sobre o que o Copom deveria fazer, as respostas mostram maior apetite por mudanças no curto prazo, mesmo com pressões inflacionárias e o grau de incerteza do cenário macroeconômico.
O QPC aponta que o balanço de riscos para a inflação permanece assimétrico, com predominância da avaliação de riscos para cima. Entre os fatores citados estão a resiliência dos preços de serviços, a dinâmica das expectativas inflacionárias e a influência do ambiente externo sobre commodities e ativos financeiros.
Essa leitura ajuda a explicar o tom cauteloso adotado pelo Copom nas comunicações recentes e a resistência em antecipar qualquer sinalização de corte de juros.
As projeções para o crescimento econômico indicam atividade em ritmo moderado, com viés de risco predominantemente negativo para o PIB. Ainda assim, a desaceleração não é vista como suficiente para alterar, por si só, a condução da política monetária.
Os dados trimestrais de crescimento reforçam um quadro de perda de fôlego ao longo do tempo, mas sem evidências de ruptura que justifiquem uma resposta imediata via juros.
No bloco internacional, o QPC mostra uma avaliação mais cautelosa do ambiente externo para economias emergentes. Parte relevante dos respondentes aponta piora nas condições globais, influenciada por juros elevados nas economias centrais, tensões geopolíticas e maior volatilidade financeira.
As projeções para juros nos Estados Unidos seguem em patamar elevado por um período prolongado, o que limita o espaço para movimentos mais ousados da política monetária brasileira.
A situação fiscal continua sendo um dos principais vetores de risco identificados no questionário. A maioria das respostas qualitativas indica avaliação negativa ou frágil do quadro fiscal, tanto no cenário central quanto nos riscos associados.
Esse fator aparece de forma recorrente como elemento que dificulta a ancoragem das expectativas de inflação e reforça a postura defensiva do Copom.
As projeções para o mercado de trabalho apontam desaceleração gradual, com ajustes em emprego e salários ocorrendo de forma lenta. O cenário não sugere pressão inflacionária adicional relevante, mas também não oferece alívio suficiente para justificar uma mudança imediata na política monetária.
No conjunto, o QPC indica que o mercado segue alinhado a uma estratégia de cautela prolongada, com juros elevados, comunicação conservadora e foco na convergência da inflação à meta. A combinação de fiscal frágil, riscos inflacionários e ambiente externo adverso sustenta a expectativa de que o Copom continuará operando com viés defensivo.
Os resultados do questionário ajudam a contextualizar a decisão do comitê e reforçam a leitura de que qualquer mudança relevante na trajetória dos juros dependerá de sinais mais claros de descompressão inflacionária e maior previsibilidade fiscal.
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