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A farmacêutica americana Eli Lilly firmou um acordo de US$ 2,75 bilhões (R$ 14,47 bilhões) com a Insilico Medicine, empresa com ações listadas em Hong Kong, para levar ao mercado global medicamentos desenvolvidos com inteligência artificial.

CNBCEli Lilly fecha acordo bilionário para levar medicamentos desenvolvidos por IA ao mercado global

Ciências e Saúde

Com Retatrutida, a ‘evolução do Mounjaro’, pipeline da Eli Lilly mira próxima geração de tratamentos contra obesidade

Publicado 04/02/2026 • 11:50 | Atualizado há 2 meses

KEY POINTS

  • Retatrutida mantém a Lilly na liderança da nova geração de tratamentos contra obesidade além do GLP-1
  • Pipeline da Eli Lilly sustenta tese de crescimento com Retatrutida, GLP-1 oral e novos avanços em oncologia
Canetas emagrecedoras como Ozempic, Mounjaro terão a concorrência da Retatrutida, da Eli Lilly

Unsplash.

Com Retatrutida, Eli Lilly avança para além do GLP-1 e mira nova geração de tratamentos

A consolidação do Mounjaro e Zepboumd, medicamentos baseados em GLP-1, colocou a Eli Lilly na liderança do mercado global de terapias metabólicas com a molécula Tirzepatida. Agora, a companhia começa a se preparar o próximo ciclo de crescimento. A Retatrutida, princípio ativo em estágio avançado de desenvolvimento, mantém a Lilly na vanguarda tecnológica do combate à obesidade.

Ao avaliar a empresa, o mercado financeiro não olha somente para as vendas do Mounjaro, que vão muito bem, mas aposta – e muito, nesse pipeline de novos tratamentos. É isso que mantém a empresa como a maior farmacêutica do mundo, avaliada acima de US$ 1 trilhão na bolsa. Nesta manhã, as ações da farmacêutica avançam quase 10%, após a divulgação do balanço do quarto trimestre e de 2025, e um guidance bastante otimista.

Leia também: Eli Lilly supera projeções, dobra vendas de Mounjaro e Zepbound e ação dispara 9%

Diferentemente de Mounjaro e Zepbound, a Retatrutida atua como agonista triplo, combinando os receptores GLP-1, GIP e glucagon. Essa arquitetura farmacológica amplia o impacto sobre metabolismo energético, controle glicêmico e redução de peso, abrindo espaço para ganhos clínicos mais amplos.

Ensaios clínicos de fase 3 indicaram perda média de peso elevada, acompanhada de melhora funcional em pacientes com obesidade associada à osteoartrite de joelho, um diferencial relevante em relação às terapias hoje disponíveis. A combinação de efeitos metabólicos e funcionais amplia o mercado potencial do medicamento, que deixa de atuar apenas sobre o peso corporal.

O avanço da Retatrutida também tem implicações de longo prazo, pois ao priorizar uma molécula mais complexa, a Eli Lilly reduz a dependência de uma única classe terapêutica e se antecipa a um ambiente mais competitivo, marcado pela entrada de novos tratamentos e pela pressão regulatória sobre preços e acesso.

Atualmente em fase 3, a Retatrutida ainda não teve cronograma oficial de submissão regulatória divulgado. Analistas trabalham com a expectativa de que, caso os dados se mantenham consistentes, o medicamento avance para aprovação na segunda metade da década, tornando-se o principal vetor de crescimento da companhia no médio prazo.

Pipeline se amplia além da Retatrutida

Embora a Retatrutida concentre as atenções, o pipeline da Eli Lilly se mostra mais amplo e diversificado. Um dos destaques é o orforglipron, que seria o ‘Mounjaro em comprimidos’, GLP-1 oral, já submetido aos órgãos reguladores nos Estados Unidos, Japão e União Europeia.

A versão em comprimido pode ampliar significativamente a adesão ao tratamento, ao atingir pacientes que evitam terapias injetáveis, além de baratear a produção e armazenamento resfriado das canetas com mecanismo de disparo complexo.

Outro ativo relevante é o eloralintide, agonista seletivo de amilina em fase intermediária de desenvolvimento. A molécula mostrou resultados positivos em perda de peso e tolerabilidade, sendo vista como potencial complemento às terapias baseadas em GLP-1, com impacto sobre efeitos colaterais e aderência ao tratamento.

Oncologia e imunologia ganham peso no pipeline

Fora do eixo metabólico, a Eli Lilly mantém avanços consistentes em oncologia. O Jaypirca apresentou redução expressiva do risco de progressão ou morte em estudos clínicos recentes, enquanto o Inluriyo (imlunestrant) avançou em indicações para câncer de mama avançado, inclusive em terapias combinadas.

Já o sofetabart mipitecan recebeu designação de terapia inovadora da FDA para câncer de ovário resistente à platina, acelerando seu caminho regulatório. Esses ativos reforçam a estratégia da companhia de equilibrar o pipeline entre áreas de alto crescimento e terapias especializadas.

Capacidade produtiva acompanha a ambição clínica

O avanço do pipeline vem acompanhado de investimentos relevantes em manufatura. A Eli Lilly anunciou novas plantas de medicamentos injetáveis, fábricas de ingredientes farmacêuticos ativos nos Estados Unidos e expansão da produção de medicamentos orais na Europa, reduzindo riscos de gargalos em lançamentos futuros.

Retatrutida lidera, mas pipeline sustenta a tese

No conjunto, a Retatrutida emerge como o principal símbolo da próxima fase da Eli Lilly, mas não atua de forma isolada. A combinação de novas moléculas, formatos de administração e indicações clínicas sustenta a leitura de que a companhia constrói um pipeline em camadas, capaz de manter crescimento mesmo após a maturação do ciclo atual do GLP-1.

Para o mercado, o avanço coordenado dessas frentes redefine a tese de longo prazo da Eli Lilly e reforça sua posição como uma das farmacêuticas mais bem posicionadas para a próxima década.

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