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Trump apoia fusão bilionária entre Nexstar e Tegna e afirma que as grandes redes de TV precisam de mais concorrência

Publicado 07/02/2026 • 14:52 | Atualizado há 3 horas

REUTERS/Jonathan Ernst

O presidente dos EUA, Donald Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou apoio público à proposta de fusão entre a operadora de emissoras locais Nexstar Media Group e sua rival menor, a Tegna.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que o acordo aumentaria a concorrência no setor televisivo americano, especialmente frente às grandes redes nacionais, frequentemente criticadas por ele.

A Nexstar propôs no ano passado a compra da Tegna por US$ 3,54 bilhões. Caso seja aprovada, a transação criaria a maior operadora regional de estações de TV dos Estados Unidos, com poder ampliado para negociar publicidade e contratos com operadoras de TV paga, justamente em um momento em que a mídia local sofre com queda de receitas e perda de audiência para as plataformas de streaming.

Por que a fusão é estratégica para o mercado

Hoje, a Nexstar controla ou mantém parcerias com mais de 200 estações e opera marcas como The CW e NewsNation. Já a Tegna administra 64 emissoras e redes como True Crime Network e Quest.

Segundo as empresas, a união permitiria cobertura de cerca de 80% dos lares americanos com televisão, concentrando presença em mercados-chave.

Para investidores, a leitura é clara: escala virou palavra de ordem na indústria. Assim como no varejo digital ou nos aplicativos de mobilidade, quem consolida operação ganha eficiência, dados e poder de barganha. No mundo da TV, isso significa sobreviver em uma arena dominada por gigantes globais do streaming.

Leia também: Nexstar fecha compra da Tegna, por US$ 6,2 bilhões

Mudança de tom após críticas ao limite de propriedade

O apoio atual contrasta com declarações feitas por Trump em novembro, quando ele criticou propostas para flexibilizar o teto de propriedade de estações locais, regra essencial para viabilizar a compra da Tegna pela Nexstar.

Na época, Trump afirmou que não ficaria satisfeito caso a mudança abrisse caminho para que grupos como a Comcast, dona da NBC, ou a Walt Disney Company, controladora da ABC, ampliassem ainda mais seu alcance.

Agora, porém, o discurso é diferente. Segundo Trump, fusões específicas como Nexstar e Tegna poderiam reduzir a influência das grandes redes nacionais ao criar mais competição no mercado regional.

FCC sob pressão política e Congresso entra no debate

A decisão final está nas mãos da Federal Communications Commission, que ainda não definiu se pretende alterar a regra que impede uma empresa de controlar emissoras que atinjam mais de 39% dos lares com TV no país.

O tema deve ganhar tração no Congresso, já que o Comitê de Comércio, Ciência e Transporte do Senado americano realizará uma audiência sobre as normas de propriedade da mídia. O presidente do colegiado, o senador Ted Cruz, declarou recentemente que a discussão é uma oportunidade para avaliar se as regras atuais estão defasadas e se precisam ser atualizadas para estimular concorrência.

Próximos passos e silêncio das empresas

A Tegna afirmou no fim do ano passado que espera concluir a transação no segundo semestre deste ano. Procuradas, Nexstar, Tegna, a FCC e o gabinete de Cruz não comentaram de imediato as novas declarações presidenciais.

Para o mercado, o recado de Trump funciona como gasolina no debate regulatório. Em um setor pressionado por streaming, publicidade digital e novos hábitos de consumo, a consolidação aparece como o equivalente corporativo das playlists personalizadas: quem não escala, desaparece do feed.

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