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Júri é formado em megajulgamento contra redes sociais e pode abrir avalanche bilionária nos EUA
Publicado 07/02/2026 • 15:47 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 07/02/2026 • 15:47 | Atualizado há 3 horas
Um júri foi oficialmente confirmado na Califórnia em um dos processos mais aguardados da indústria de tecnologia. A ação discute se grandes plataformas de redes sociais contribuíram para danos psicológicos em usuários ainda na infância e adolescência. O veredito tem potencial para desencadear uma onda de processos semelhantes em todo o país, algo comparável ao efeito dominó que atingiu a indústria do tabaco no passado.
Após seis dias intensos de seleção, 12 jurados titulares e seis suplentes foram aprovados na sexta-feira. Os debates começam nesta segunda no tribunal superior de Los Angeles. No banco dos réus estão Meta e Alphabet, controladoras de Instagram, Facebook e YouTube. TikTok e Snapchat também foram citadas inicialmente, mas fecharam acordos fora do processo por valores não revelados.
A ação foi aberta por uma jovem identificada pelas iniciais K.G.M., hoje com 20 anos. Ela sustenta que se tornou dependente de redes sociais ainda criança e que isso provocou sérios prejuízos à sua saúde mental. Segundo a acusação, as plataformas teriam projetado deliberadamente sistemas para maximizar engajamento, mesmo conhecendo os riscos.
A seleção do júri foi marcada por repetidas menções a Mark Zuckerberg, fundador da Meta e uma das figuras mais controversas do setor. Vários candidatos disseram ter dificuldade para separar a imagem pública do executivo das provas que serão apresentadas no julgamento.
Alguns citaram o início do Facebook, criado em ambiente universitário, e o escândalo de privacidade da Cambridge Analytica em 2018 como motivos para desconfiança. Uma jurada afirmou que, embora tentasse ser imparcial, acreditava que a empresa começaria em desvantagem.
Os advogados da Meta tentaram barrar esse tipo de perfil. Para eles, qualquer julgamento precisa partir do zero, sem preconceitos. Curiosamente, até admiradores declarados de Zuckerberg acabaram excluídos a pedido da acusação, o que mostra como o tribunal buscou um equilíbrio quase cirúrgico.
Também ficaram de fora pessoas com parentes afetados por vício em redes sociais ou com opiniões extremas sobre profissionais de saúde mental. A lógica é simples e cara ao mercado financeiro: reduzir incertezas antes que bilhões entrem em jogo.
Os representantes da Alphabet insistiram para que o júri não trate YouTube e Meta como se fossem a mesma empresa. Questionaram repetidamente se todos compreendiam que as plataformas operam de forma independente.
Mesmo assim, surgiram comentários sobre recursos que estimulam consumo contínuo de vídeos curtos, como ferramentas que entregam recompensas rápidas de dopamina ao usuário. O famoso scroll infinito, popularizado por concorrentes, virou exemplo de como a arquitetura dos aplicativos pode moldar comportamentos.
O julgamento não discute conteúdos específicos, área em que as empresas têm ampla proteção legal nos Estados Unidos. O alvo são algoritmos, personalização e design de produto. A acusação sustenta que essas escolhas foram negligentes e deliberadamente prejudiciais, estratégia jurídica que ecoa processos históricos contra fabricantes de cigarros.
Meta e Alphabet rejeitam as acusações e tentaram impedir comparações com produtos viciantes. O pedido foi negado pelo juiz, sinalizando que o tribunal permitirá esse paralelo durante os debates.
Ainda na fase inicial, os advogados testaram o clima do júri com perguntas diretas. A maioria concordou que a sociedade passa tempo demais no celular. Quando questionados se isso ocorre por causa do YouTube, porém, surgiram hesitações. Para investidores e executivos, esse detalhe é crucial: a linha entre hábito social e responsabilidade corporativa pode definir o futuro regulatório do setor.
O processo é visto como um termômetro para centenas de ações semelhantes em preparação pelo país. Uma derrota pode significar custos jurídicos gigantescos, pressão por mudanças estruturais nos produtos e até novas regulações federais.
Em linguagem de mercado, trata-se de um risco sistêmico para a economia digital. Assim como aconteceu com a indústria do tabaco e, mais recentemente, com empresas de opioides, um único julgamento pode reescrever a narrativa de um setor inteiro.
Agora, com o júri formado e os holofotes ligados, o Vale do Silício entra em uma semana decisiva. O resultado pode não apenas afetar balanços e ações, mas redefinir como bilhões de pessoas interagem com telas todos os dias.
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