Como Jeffrey Epstein ficou tão rico? Entenda como sua fortuna foi construída
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A divulgação de documentos judiciais reacendeu questionamentos antigos sobre a origem da fortuna de Jeffrey Epstein, acusado de comandar um esquema internacional de exploração sexual.
Em 2019, quando Epstein foi encontrado morto em uma cela, ele acumulava um patrimônio estimado em quase US$ 600 milhões, duas ilhas particulares no Caribe e quase US$ 380 milhões em dinheiro.
A morte
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Embora se apresentasse como consultor financeiro, a trajetória profissional de Jeffrey Epstein sempre foi cercada de pouca transparência. Ele operava com poucos clientes, todos muito ricos, e estruturava seus negócios por meio de empresas com acesso limitado a informações públicas.
Outro fator apontado para o crescimento da fortuna foi a mudança estratégica para as Ilhas Virgens Americanas. Ali, Epstein passou a operar empresas de consultoria financeira, beneficiando-se de incentivos fiscais criados para atrair investimentos.
Benefícios fiscais
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Jeffrey Epstein encontrou um pilar financeiro no investidor Leon Black, fundador da Apollo Global Management. Segundo os registros, o financista recebeu cerca de US$ 170 milhões por serviços de planejamento patrimonial, tributário e filantrópico.
Epstein e Leon Black
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Ele também prestou serviços a outros milionários e bilionários, incluindo herdeiros, gestores de fundos e filantropos. O próprio Epstein afirmava trabalhar apenas com pessoas de patrimônio extremamente elevado.
Registros bancários associados a Jeffrey Epstein indicam movimentações que superam US$ 1,9 bilhão em diferentes instituições. Planilhas de despesas também apontam cerca de 2 mil pagamentos e presentes de luxo, que somam aproximadamente US$ 1,8 milhão.
Esquema criminoso
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Sem formação formal como contador público, Jeffrey Epstein recebeu ao menos US$ 490 milhões em honorários entre 1999 e 2018. Registros judiciais indicam que suas empresas foram as únicas fontes relevantes de receita no período.
Honorários e receita
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Documentos indicam que o JPMorgan Chase manteve Jeffrey Epstein como cliente por anos, com mais de US$ 200 milhões depositados. Ele também teria gerado comissões expressivas, incluindo cerca de US$ 1,3 bilhão ligados à Highbridge Capital Management.