Corinthians admite risco de perder R$ 700 milhões em ações judiciais; entenda

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O Corinthians apresentou uma nova proposta para quitar cerca de R$ 190 milhões em dívidas. A Justiça de São Paulo validou a proposta do clube no âmbito do Regime Centralizado de Execuções (RCE) no final de janeiro de 2026.

Proposta do Corinthians

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Na análise de viabilidade, foram apontados R$ 510 milhões em ações judiciais com alto risco de perda. Se confirmados e somados a outras disputas, os prejuízos podem chegar a R$ 700 milhões.

Possíveis prejuízos

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O Corinthians classificou os processos em perda remota, possível e provável. Com esse detalhamento, o clube dimensiona seu endividamento, embora os valores sejam estimativas.

Endividamento

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Em dezembro de 2025, o passivo total do Corinthians somava R$ 2,4 bilhões, resultado das diversas obrigações e dívidas em aberto.

Passivo total

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Do total, R$ 817 milhões são dívidas tributárias; R$ 238 milhões, desportivas; R$ 226 milhões, trabalhistas; R$ 93 milhões, de FGTS; R$ 360 milhões, cíveis; e R$ 677 milhões referem-se ao financiamento da Neo Química Arena.

Processos em andamento

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Com a inclusão de R$ 190 milhões no RCE, o Corinthians passa a quitar dívidas já executadas e reconhecidas pela Justiça. O pagamento será parcelado a partir de março de 2026, com uso de 4% da receita do clube.

RCE

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O clube responde a processos de 156 credores, que somam mais de R$ 700 milhões. Como muitos ainda estão em andamento, são classificados como perda provável, possível ou remota.

Outras ações judiciais

Em geral, são processos relacionados a cobranças de investidores, direitos de imagem, prestação de serviços e execuções contratuais. Entre os exemplos, estão:

Motivos

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- R$ 300 milhões em dívidas com agentes de ex-jogadores;  - R$ 300 milhões de débitos com órgãos públicos;  - R$ 10 milhões com a família de Tim Maia;  - R$ 16 milhões por descumprir compensação ambiental e outros.

Dívidas não executadas

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