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Anatel lança leilão de 700 MHz e promete levar internet a áreas sem sinal
Publicado 14/02/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 14/02/2026 • 12:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação/Anatel
A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) lançou nesta sexta-feira (13) o edital do leilão da faixa de 700 MHz, considerada uma das mais estratégicas para expandir o acesso à internet móvel no Brasil. A disputa está prevista para abril e deve movimentar cerca de R$ 2 bilhões, com foco na ampliação da cobertura, e não na arrecadação.
Na prática, o governo aposta em um modelo que converte o valor pago pelas operadoras em investimentos obrigatórios, mirando regiões hoje desassistidas, como áreas rurais, pequenas cidades e trechos de rodovias.
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A faixa de 700 MHz é considerada um ativo premium do espectro de telecomunicações. Isso porque ela permite que o sinal percorra distâncias maiores e atravesse obstáculos com mais facilidade, como paredes, prédios e áreas de relevo complexo.
Na prática, isso significa melhor qualidade de sinal dentro de casas, escolas e hospitais, além de menor necessidade de instalação de novas torres, o que reduz custos e acelera a expansão da cobertura.
Esse tipo de frequência funciona como um “Wi-Fi de longo alcance”, capaz de conectar regiões onde o modelo tradicional de infraestrutura não chega com facilidade.
O edital prevê que pelo menos 1,2 milhão de pessoas em 864 pequenas localidades sejam beneficiadas com a expansão do sinal.
Segundo o Ministério das Comunicações, a medida busca reduzir desigualdades regionais e ampliar o acesso a serviços digitais, especialmente em regiões afastadas dos grandes centros urbanos.
O presidente da Anatel, Carlos Baigorri, afirmou que o leilão também terá impacto direto na mobilidade, ao levar conectividade para estradas e viagens.
A expectativa é que caminhoneiros, motoristas e passageiros tenham acesso contínuo à internet em trajetos que hoje ainda sofrem com falhas de cobertura.
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Um dos focos do edital é a cobertura de até 6,5 mil quilômetros de rodovias federais que hoje não têm sinal adequado.
Entre as vias prioritárias estão BR-101, BR-116, BR-135, BR-163, BR-242 e BR-364, que juntas representam cerca de 26% da malha rodoviária federal e concentram um fluxo diário relevante de veículos.
A BR-101, por exemplo, deve ter cobertura total ainda em 2026, segundo o planejamento apresentado.
Na prática, a medida pode reduzir o número de áreas “sem sinal”, melhorar a segurança nas estradas e viabilizar novos serviços conectados.
Embora a faixa de 700 MHz já seja utilizada para reforçar o 4G, ela também será essencial para expandir o 5G em áreas de baixa densidade populacional.
Isso porque o 5G exige uma infraestrutura mais robusta, e o uso dessa frequência ajuda a ampliar o alcance da tecnologia com menos investimento.
Além disso, a iniciativa abre espaço para novos serviços digitais, como dispositivos conectados, sensores inteligentes e soluções voltadas à chamada internet das coisas.
O modelo desenhado pela Anatel busca aumentar a concorrência e evitar que o espectro fique ocioso.
A faixa será dividida em blocos regionais, e cada empresa poderá adquirir até duas regiões.
O processo será realizado em três etapas. Primeiro, haverá uma rodada voltada para operadoras regionais. Caso não haja interesse, o leilão será aberto a qualquer empresa.
O objetivo é estimular novos entrantes e ampliar a competição no setor.
Ao contrário de outras licitações de telecomunicações, este leilão não tem como principal objetivo gerar receita para o governo.
A maior parte dos recursos será convertida em compromissos de investimento, com metas de cobertura e qualidade do serviço.
Na prática, o modelo tenta acelerar a inclusão digital no país e garantir que o avanço tecnológico não fique restrito aos grandes centros.
A liberação da faixa de 700 MHz só foi possível após o avanço da TV digital, que reorganizou o uso do espectro e abriu espaço para os serviços móveis.
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