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O que vem a seguir? Três cenários de ataque enquanto EUA enviam milhares de tropas ao Oriente Médio

Publicado 29/03/2026 • 08:06 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Especialistas militares disseram à CNBC que o aumento da presença militar dos EUA no Oriente Médio levanta a possibilidade de três cenários de ataque.
  • Um dos principais legisladores de Teerã afirmou que estavam prevendo uma possível invasão terrestre de uma de suas ilhas.
  • A Casa Branca afirma que o presidente dos EUA, Donald Trump, tem mantido conversas "produtivas" com o Irã nos últimos dias, o que Teerã nega.
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Freepik.

Guerra entre

Os Estados Unidos se preparam para enviar milhares de soldados adicionais ao Oriente Médio, aumentando as especulações sobre uma possível ofensiva terrestre contra o Irã em meio a relatos contraditórios sobre negociações de paz.

De acordo com informações, o Pentágono planeja deslocar cerca de 3.000 militares da 82ª Divisão Aerotransportada, além de duas Unidades Expedicionárias de Fuzileiros Navais, para apoiar operações militares contra o Irã.

Especialistas afirmam que o número de tropas adicionais sugere operações discretas e de curta duração — e não uma campanha terrestre prolongada.

O movimento coloca duas ilhas estratégicas iranianas em foco e levanta dúvidas sobre uma possível tentativa de apreender materiais nucleares da República Islâmica.

“Todas as decisões sobre deslocamento de tropas serão anunciadas pelo Departamento de Guerra. Como já dissemos, o presidente Trump mantém todas as opções militares à disposição”, declarou a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, em comunicado à CNBC.

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Na quinta-feira, Trump concedeu ao Irã uma extensão de 10 dias para reabrir o Estreito de Hormuz, considerado vital para o comércio global de energia, e anunciou a suspensão de ataques contra a infraestrutura energética iraniana até 6 de abril.

Estimativas de força

O tenente-coronel aposentado Daniel Davis estimou que apenas entre 4.000 e 5.000 soldados de combate (“trigger pullers”) estão sendo enviados.

“Isso é suficiente para tomar um alvo pequeno por um período limitado. A 82ª Divisão Aerotransportada é uma força de reação imediata, mas apenas como preparação para algo maior”, disse Davis, especialista militar do think tank Defense Priorities.

Segundo ele, não há evidências de que uma força de grande porte tenha sido sequer considerada, preparada ou equipada — algo que levaria meses.

Qeshm, Kharg e material nuclear

Davis apontou três cenários possíveis:

  1. Tomada da Ilha Qeshm, localizada na curva do Estreito de Hormuz e considerada depósito de mísseis, drones e minas em túneis subterrâneos.
  2. Ataque à Ilha Kharg, centro da indústria petrolífera iraniana, por onde passam cerca de 90% das exportações de petróleo do país.
  3. Operação para capturar mais de 400 quilos de material nuclear reprocessado, caso seja localizado e concentrado o suficiente para justificar uma ação.

Kevin Donegan, ex-comandante da 5ª Frota da Marinha dos EUA, afirmou que a missão seria “executável”, mas destacou que o tempo necessário para restaurar o fluxo comercial seria a grande incógnita.

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Autoridades iranianas já alertaram que qualquer tentativa de ocupar suas ilhas resultaria em ataques contra infraestrutura vital de países da região.

Força limitada, efeito de pressão

Ruben Stewart, especialista em guerra terrestre do IISS, disse que o contingente enviado não possui unidades blindadas pesadas nem logística suficiente para sustentar uma guerra prolongada.

“Na prática, é uma força capaz de agir rapidamente e de forma seletiva, mas não de manter operações profundas dentro do Irã”, afirmou Stewart.

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Segundo ele, a movimentação deve ser entendida como instrumento de pressão diplomática, sinalizando que Washington tem opções caso as negociações fracassem.

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