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CNBCPreços do petróleo disparam após Trump alertar o Irã para que abra o Estreito de Ormuz até terça-feira ou enfrentará o ‘inferno’

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Calendário Econômico: mercado monitora Ormuz e impactos no petróleo; ata do Fed e inflação de março ditam o tom

Publicado 05/04/2026 • 22:35 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • A semana de 06 de abril até 10 de abril chega repleta de indicadores econômicos, mas três aspectos principais se destacam: trajetória dos preços do petróleo, inflação IPCA de março e ata do Federal Reserve.
  • Após as declarações de Trump, fixando um prazo para o Irã abrir o Estreito de Ormuz até terça-feira (7), os preços do petróleo (WTI) dispararam, ultrapassando US$ 114 por barril. Já o barril Brent avançou 1,72%, para US$ 110,91 por barril.

Calendário Econômico da Semana - Freepik

A semana de 06 de abril até 10 de abril chega repleta de indicadores econômicos, mas três aspectos principais se destacam: as expectativas do mercado diante dos preços do petróleo e possível reabertura do Estreito de Ormuz, além da divulgação dos indicadores de inflação (IPCA) de março, que devem trazer as primeiras pistas sobre impactos da guerra no Oriente Médio. Investidores monitoram ainda a ata do Federal Reserve (banco central americano) diante de possível redução dos juros, em meio a pressões inflacionárias pelos conflitos geopolíticos.

Petróleo

Após as declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fixando um prazo para o Irã abrir o Estreito de Ormuz até terça-feira (7), os preços do petróleo (WTI) dispararam, ultrapassando US$ 114 por barril. Já o barril Brent, referência internacional, avançou 1,72%, para US$ 110,91 por barril.

Segundo Leandro Manzoni, analista de economia do InfoEconomics, a variação nos preços do petróleo continuam atreladas à escala do conflito no Oriente Médio, especialmente, à abertura do Estreito de Ormuz, mesmo que parcial ou com alguma cobrança de pedágio pelo Irã.

“Então, independentemente se o acordo será alcançado ou não, o mais importante é se o Estreito de Ormuz será aberto ou não e como será aberto”, diz ele.

Manzoni também aponta que se o conflito escalar e, consequentemente, os preços do petróleo continuarem subindo, o tamanho desta variação dependerá de “como o mercado vai interpretar” os acontecimentos. Porém, se os preços abaixarem, os valores não ficarão abaixo dos US$ 100 ou, se romperem esta marca, ficarão por volta de US$ 95 por barril.

Inflação de março

De acordo com André Galhardo, economista-chefe da Análise Econômica, o IPCA do mês de março “marca uma mudança na tendência da inflação no Brasil”. Segundo as projeções do economista, haverá uma alta de 0,67% no mês, ao invés da estimativa de 0,39%, do começo do ano.

“Parte desse aumento decorre das questões envolvendo a guerra no Oriente Médio, especialmente pelo impacto sobre os preços dos combustíveis, mas há também pressão vinda dos alimentos, cujos primeiros sinais já foram observados no IPCA-15 (prévia da inflação) e em indicadores de alta frequência”, explicou.

Galhardo também avalia que projeção para o IPCA em 2026 subiu para 4,77%, descumprindo da meta em abril de 2027, e que a alta deve ser acompanhada por elevação do IGP-DI no mês, com estimativa de avanço de 0,60%.

Ata do Federal Reserve

A ata do Banco Central norte-americano deverá refletir a resiliência econômica dos Estados Unidos, além de esclarecer como o Federal Reserve irá reduzir os juros com a pressão inflacionária e a guerra no Oriente Médio. A avaliação é de Alex André, economista e head de Corporate Access da MZ Group.

O economista explica que o mercado “quer entender o próximo passo” e destaca as expectativas em relação ao payroll (dados de emprego), o repasse dos preços do querosene e a inflação, ao mesmo tempo em que o PIB (Produto Interno Bruto) do país apresenta uma certa estabilidade.

“Então o mercado deve observar isso com muito cuidado para entender essa dinâmica de crescimento de emprego vis-à-vis da inflação alta, que pressiona a questão do petróleo, e desenrolar dessa guerra, que deve materializar isso na curva de juros ao longo do tempo, tanto aqui no Brasil quanto nos Estados Unidos”, finaliza.

Confira o calendário econômico da semana

  • Segunda-feira (6)
HoraPaísEventoÚltimo dado
08h25BrasilBoletim Focus
10h00BrasilPMI Composto S&P Global (Mar)51,3
11h00EUAPMI ISM Não-Manufatura (Mar)56,1
  • Terça-feira (7)
HoraPaísEventoÚltimo dado
05h00Zona do EuroPMI Composto S&P Global (Mar)50,5
09h55EUAÍndice Redbook (Anual)6,9%
15h00BrasilBalança Comercial (Mar)4,21 bilhões
17h30EUAEstoques de Petróleo Bruto Semanal API10,263 M
  • Quarta-feira (8)

Hora
PaísEventoÚltimo dado
08h00BrasilIGP-DI (Mensal)-0,84%
14h30BrasilÍndice Commodities (IC-Br) (Anual) (Mar)-7,6%
15h00EUAAtas da Reunião do Federal Reserve
  • Quinta-feira (9)
HoraPaísEventoÚltimo dado
09h30EUAPIB dos EUA (Trimestral) (Q4)0,7%
  • Sexta-feira (10)
HoraPaísEventoÚltimo dado
08h00BrasilIPCA (Mensal) (Mar)0,70%
09h30EUAIPC EUA (Mensal)0,3%

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