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Israel mata chefe de inteligência da Guarda Revolucionária do Irã
Publicado 06/04/2026 • 06:40 | Atualizado há 3 horas
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Publicado 06/04/2026 • 06:40 | Atualizado há 3 horas
KEY POINTS
Divulgação/TV estatal do Irã
Os ataques de Israel ao Irã mataram o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária iraniana, Majid Khademi, em uma ofensiva que amplia a escalada no Oriente Médio e mantém os mercados sob forte tensão.
O episódio ocorre às vésperas do prazo imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Teerã reabra o Estreito de Ormuz ao tráfego marítimo.
A Guarda Revolucionária informou que Khademi foi morto “ao amanhecer” em ataques conduzidos por Estados Unidos e Israel. O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, confirmou a autoria da operação e afirmou que a ação foi uma resposta a ataques iranianos contra áreas civis em Israel. Segundo ele, Khademi era um dos principais responsáveis por essas ofensivas.
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O conflito segue com troca intensa de ataques. Mísseis e drones iranianos atingiram alvos em Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Israel, por sua vez, realizou bombardeios no território iraniano e também no Líbano, onde enfrenta o Hezbollah, grupo apoiado por Teerã.
No centro da crise está o Estreito de Hormuz, por onde passa parte relevante do comércio global de petróleo e gás. O Irã praticamente bloqueou a passagem, provocando disparada nos preços de energia e levando governos a adotar medidas para mitigar os efeitos econômicos.
Trump ameaçou destruir infraestrutura civil iraniana caso o país não reabra a rota até “terça-feira, 20h” (0h de quarta-feira no horário de Greenwich). Em resposta, o vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Kazem Gharibabadi, acusou o presidente americano de ameaçar cometer crimes de guerra ao mencionar pontes e usinas de energia como possíveis alvos.
A Guarda Revolucionária declarou que o estreito “nunca retornará ao seu status anterior”, especialmente para EUA e Israel.
Apesar da retórica, surgiram sinais de possível negociação. O site americano Axios informou, citando fontes dos EUA, de Israel e da região, que está em discussão um cessar-fogo de 45 dias, mediado por Paquistão, Egito e Turquia, para permitir negociações mais amplas. O chanceler egípcio, Badr Abdelatty, confirmou contatos com governos da região, com o enviado americano Steve Witkoff e com o ministro iraniano Abbas Aragchi para discutir formas de reduzir a escalada.
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Trump afirmou à Fox News que o Irã estaria “perto” de um acordo. Teerã, no entanto, nega qualquer negociação com EUA e Israel.
A guerra teve início em 28 de fevereiro, com ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã que resultaram na morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. Desde então, o conflito se espalhou pela região. No Kuwait, seis pessoas ficaram feridas após um ataque a uma área residencial. Nos Emirados Árabes Unidos, as defesas aéreas responderam a mísseis e drones, e uma pessoa ficou ferida em uma área industrial de Abu Dhabi.
Em Israel, um míssil lançado do Irã atingiu um prédio residencial em Haifa, no norte do país. Duas pessoas morreram e outras duas estavam desaparecidas sob os escombros, segundo bombeiros.
No Irã, a mídia local relatou ataques a áreas residenciais em Teerã, além de interrupções no fornecimento de gás após um bombardeio atingir uma universidade. O Exército israelense afirmou ter concluído uma nova onda de ataques na capital iraniana.
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O Líbano também foi arrastado para o conflito. Após ataques do Hezbollah a Israel no início de março, Israel respondeu com bombardeios e incursões no sul do país. O comandante do Exército israelense, Eyal Zamir, prometeu intensificar as ações. Na segunda-feira, houve novo ataque nos subúrbios ao sul de Beirute, após aviso de evacuação emitido pelas forças israelenses.
Com o Estreito de Hormuz parcialmente bloqueado e a possibilidade de ampliação dos alvos civis no radar, investidores seguem atentos a qualquer sinal de trégua que possa reduzir o risco geopolítico e aliviar a pressão sobre os preços de energia.
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