Ex-premiê italiano chama tarifas de Trump de ‘loucura’
Publicado 04/04/2025 • 10:23 | Atualizado há 17 horas
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Publicado 04/04/2025 • 10:23 | Atualizado há 17 horas
KEY POINTS
Presidente Donald Trump durante anúncio de tarifas em 2 de abril de 2025.
Daniel Torok/ White House
As chamadas tarifas comerciais do “Dia da Libertação” do presidente dos EUA, Donald Trump, são “loucura, pura loucura”, segundo o ex-primeiro-ministro italiano e atual reitor da IE School of Politics, Enrico Letta, que classificou as tarifas recíprocas como “incompreensíveis”.
Falando à repórter da CNBC, Silvia Amaro, às margens do Lago de Como, durante o Fórum Ambrosetti nesta sexta-feira (04), ele afirmou que Trump está explorando a fragmentação dentro da União Europeia, acrescentando ser crucial que o bloco se una.
Ele também alertou que as abrangentes tarifas dos EUA, que descreveu como “um ataque frontal insano ao mundo”, seriam dolorosas tanto para as economias e cidadãos dos EUA quanto para os países alvos das tarifas.
Letta admitiu que medidas de retaliação podem ser necessárias para proteger a economia europeia, mas alertou que “se a reação a Trump for fechar a Europa como uma fortaleza, essa reação será ainda pior”.
A CNBC entrou em contato com a Casa Branca para comentar, mas ainda aguarda resposta.
As declarações de Letta refletem amplamente o sentimento de outros líderes europeus, após o bloco ser atingido por tarifas recíprocas de 20% sobre exportações para os EUA. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já sinalizou que o bloco se preparará para medidas de retaliação, caso as negociações com Washington fracassem. França e Alemanha também pediram uma resposta coordenada, com o ministro da Economia alemão, Robert Habeck, afirmando que Trump “cederia sob pressão”.
“E essa pressão precisa ser construída agora, a partir da Alemanha, da Europa, em aliança com outros países — e então veremos quem é o mais forte nesse cabo de guerra”, disse Habeck.
O crescimento econômico europeu pode ficar sob forte pressão após a imposição das tarifas, o que pode forçar produtores locais a reduzirem preços para defender sua fatia de mercado nas exportações. O Deutsche Bank calculou que o impacto no PIB da zona do euro será de cerca de 0,4 a 0,8 ponto percentual — maior do que a estimativa anterior, de 0,3 a 0,4 ponto percentual, feita nas previsões para 2025–2026.
O banco de investimentos afirmou que isso é “amplamente equivalente à estagnação econômica até meados de 2025”, embora tenha destacado que “a previsão de crescimento de +1,0% na zona do euro pode se manter válida, graças aos benefícios iniciais de crescimento gerados pelos investimentos em defesa e infraestrutura” iniciados pela iniciativa ReArm da Europa.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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