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‘Mesmo com a queda, é um bom momento para comprar’, diz CFO da Tokeniza sobre o Bitcoin
Publicado 04/04/2025 • 10:12 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 04/04/2025 • 10:12 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O Bitcoin fechou o primeiro trimestre de 2025 com o pior desempenho dos últimos sete anos. A maior criptomoeda do mercado acumulou uma queda de 4% em apenas 24 horas, pressionada pelo anúncio de tarifas recíprocas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, nesta sexta-feira (04), Mychel Mendes, CFO da Tokeniza, comentou o cenário atual e avaliou se ainda vale a pena investir em Bitcoin, mesmo com a recente desvalorização.
Segundo ele, apesar do trimestre ruim, o acumulado de 2024 foi bastante positivo.
“Neste momento, o Bitcoin está cotado a US$ 83 mil, cerca de 30% acima do topo rompido no ano passado”, explicou. Mendes afirmou que, por fatores específicos — especialmente ligados ao cenário regulatório nos EUA — ainda é um bom momento para comprar.
Ele ressaltou que 21 estados americanos estão em processo de criar reservas em Bitcoin, além de iniciativas similares no governo federal.
“Aqui no Brasil, esse debate também começou. Como o Bitcoin tem oferta limitada e a demanda vem crescendo, a tendência é de valorização”, avaliou.
Mendes destacou que a principal força da moeda está no fato de não ser controlada por nenhum banco central ou governo.
“Isso reforça a percepção de que o Bitcoin pode se consolidar como reserva de valor”, afirmou.
Sobre a relação entre o protecionismo de Trump e os riscos à credibilidade do Bitcoin, ele ponderou que, apesar das críticas às criptos, o próprio ex-presidente entende o valor estratégico da moeda.
“Nunca tivemos, desde o ouro, uma outra moeda com essas características. E o Bitcoin, por ser digital e descentralizado, tem vantagens logísticas”, complementou.
Ele também apontou que a adoção por grandes empresas americanas e investidores institucionais demonstra uma mudança de paradigma.
“Empresas como a MicroStrategy e até o governo americano têm acumulado grandes quantidades de Bitcoin. Isso mostra que os grandes players estão levando o mercado a sério”, afirmou.
Ainda assim, Mendes reconhece que o momento atual não favorece ativos de risco.
“Com inflação alta e juros ainda em níveis elevados nos EUA, o capital tende a permanecer em investimentos mais seguros, como o Tesouro americano. Mas, no longo prazo, os fundamentos continuam positivos”, explicou.
Ele também comentou sobre a possibilidade de o Bitcoin passar a ser excessivamente associado aos EUA, o que poderia comprometer seu caráter descentralizado.
“É um risco real. Se os Estados Unidos concentrarem uma fatia muito grande do Bitcoin, podem acabar influenciando o mercado, o que contraria a ideia original da moeda”, alertou.
Por fim, Mendes afirmou que a movimentação estratégica dos EUA é inevitável.
“Os americanos sabem que a tecnologia blockchain será o próximo passo do mercado financeiro. E não querem ficar para trás”, concluiu.
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