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CNBC Payroll: mercado de trabalho dos EUA ganha força em março, apesar de alta na taxa de desemprego

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Payroll: mercado de trabalho dos EUA ganha força em março, apesar de alta na taxa de desemprego

Publicado 04/04/2025 • 11:44 | Atualizado há 16 horas

CNBC

Redação CNBC

KEY POINTS

  • O crescimento do emprego foi mais forte do que o esperado em março, oferecendo ao menos um alívio temporário de que o mercado de trabalho segue estável, informou o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta sexta-feira (4).
  • As folhas de pagamento não agrícolas aumentaram em 228 mil no mês, acima dos 117 mil revisados de fevereiro e superando a estimativa de 140 mil do Dow Jones, segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS).
  • No entanto, a taxa de desemprego subiu para 4,2%, acima da projeção de 4,1%.
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O crescimento do emprego foi mais forte do que o esperado em março, oferecendo ao menos um alívio temporário de que o mercado de trabalho segue estável, informou o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos nesta sexta-feira (4).

As folhas de pagamento não agrícolas aumentaram em 228 mil no mês, acima dos 117 mil revisados de fevereiro e superando a estimativa de 140 mil do Dow Jones, segundo o Bureau of Labor Statistics (BLS).

No entanto, a taxa de desemprego subiu para 4,2%, acima da projeção de 4,1%, acompanhando também um aumento na taxa de participação na força de trabalho.

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Apesar de o número principal ter superado as expectativas, o relatório foi divulgado em um contexto de grande incerteza, após o anúncio de tarifas feito pelo presidente Donald Trump nesta semana, que intensificou temores de uma guerra comercial global com potencial de prejudicar o crescimento econômico.

As ações reagiram pouco ao relatório: os contratos futuros do índice Dow Jones Industrial Average saíram das mínimas, mas ainda operavam em queda de mais de 900 pontos. Os rendimentos dos títulos do Tesouro também permaneciam fortemente negativos.

“O relatório de empregos melhor do que o esperado ajuda a aliviar os temores de uma desaceleração imediata no mercado de trabalho dos EUA”, afirmou Lindsay Rosner, chefe de investimentos em renda fixa multissetorial da Goldman Sachs Asset Management. “No entanto, esse dado virou um acompanhamento, com o mercado concentrado apenas no prato principal: as tarifas.”

Trump anunciou uma tarifa fixa de 10% para todos os parceiros comerciais, além de uma ampla lista de tarifas “recíprocas”, que já provocaram retaliações da China e de outros países. Wall Street entrou em forte modo de venda nos últimos dois dias, com ações despencando e investidores buscando a segurança dos ativos de renda fixa.

Em uma publicação na rede Truth Social, o presidente escreveu: “Números de emprego excelentes, muito melhores do que o esperado. Já está funcionando. Mantenham-se firmes, não podemos perder!”

Indicadores anteriores mostravam que o mercado de trabalho seguia firme, mas as medidas tarifárias levantam a possibilidade de que empresas adiem contratações enquanto avaliam como será o novo cenário comercial.

Os números de março, no entanto, apontaram para um mercado de trabalho ainda forte, embora os dados de janeiro e fevereiro tenham passado por revisões significativas para baixo. Além do corte de 34 mil na contagem inicial de fevereiro, o crescimento de janeiro agora está em apenas 111 mil, uma redução de 14 mil em relação à estimativa anterior.

O salário médio por hora aumentou 0,3% no mês, em linha com a previsão. Já a taxa anual, de 3,8%, ficou 0,1 ponto percentual abaixo da estimativa e no menor patamar desde julho de 2024. A média da jornada semanal permaneceu inalterada, em 34,2 horas.

Em março, a área da saúde liderou o crescimento, mantendo o padrão dos meses anteriores. O setor criou 54 mil vagas, quase exatamente a média dos últimos 12 meses. Outras áreas que se destacaram foram assistência social e varejo, ambos com 24 mil novos empregos, além de transporte e armazenamento, que tiveram aumento de 23 mil.

As vagas no governo federal caíram apenas 4 mil, apesar dos esforços liderados por Elon Musk, por meio do chamado Departamento de Eficiência Governamental (DOGE, na sigla em inglês), para enxugar a força de trabalho federal. No entanto, o BLS destacou que trabalhadores em aviso prévio ou em licença remunerada ainda são considerados empregados. Um relatório divulgado na quinta-feira pela consultoria Challenger, Gray & Christmas indicou que as demissões ligadas ao DOGE já somam mais de 275 mil até agora.

“Embora o relatório de empregos desta sexta mostre que a economia continua criando vagas, mesmo com a incerteza sobre tarifas e cortes no setor público, os dados são retroativos e não dizem nada sobre como os empregadores vão se sair nos próximos meses”, afirmou Glen Smith, diretor de investimentos da GDS Wealth Management.

Um indicador mais amplo de desemprego — que inclui pessoas que não estão procurando emprego e aquelas que trabalham meio período por motivos econômicos — caiu ligeiramente para 7,9%.

A pesquisa domiciliar, usada para determinar a taxa de desemprego, ficou bastante alinhada com os dados de folha de pagamento, apontando um aumento de 201 mil trabalhadores. Além disso, o número de empregados em tempo integral cresceu em 459 mil, enquanto os trabalhadores em tempo parcial diminuíram em 44 mil.

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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.

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