EXCLUSIVO: Dívida mundial ultrapassa a marca de US$ 300 trilhões. Qual o papel na China nisso? Especialista avalia
Publicado 21/11/2024 • 09:24 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 21/11/2024 • 09:24 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
Kelly Oliveira, professora de Relações Internacionais na PUC Campinas, falou sobre a dívida mundial e as apostas das relações comerciais entre Brasil e China no jornal Agora, com Rafael Ihara, desta manhã de quinta-feira.
De acordo com o Instituto de Finanças Internacionais (IIF), a dívida global atingiu um recorde de US$ 313 trilhões e que envolve pessoas físicas, jurídicas governos e empresas de diversos ramos.
A China aposta na internacionalização de sua moeda, Renmimbi ou Yuan, para diminuir a dolarização no mundo inteiro e conseguir conversar com outros setores do mercado financeiro global. É uma ‘manobra’ para que a moeda chinesa circule com mais facilidade, de acordo com Kelly.
Essa alternativa ao sistema americano foi assunto tratado no BRICS e bem aderido pelo Brasil, porém foi algo apenas simbólico. Os Estados Unidos conseguem rolar a dívida e fazer dela investimentos e juros, porque o dólar é a moeda de mais fácil circulação.
Além disso, Kelly Oliveira explicou mais sobre os 37 acordos assinados entre Brasil e China, e citou a alternativa à Starlink, empresa de Elon Musk, com a Space Sail, empresa chinesa fornecedora de satélites de internet, que busca competir com o empresário americano no Brasil, outra aposta de Xi Jinping de evidenciar a economia Chinesa além da americana.
De acordo com a professora, o dólar tem uma circulação mais fácil, porque possui uma liquidez mais simples, do contrário do Remimbi, que é mais restrita e de mais difícil acesso e câmbio.
Juliana Colombo é jornalista especializada em economia e negócios. Já trabalhou nas principais redações do país, como Valor Econômico, Forbes, Folha de S. Paulo e Rede Globo.
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