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Se o tarifaço continuar, pequenas empresas vão desaparecer, diz presidente da CACB
Publicado 17/07/2025 • 10:38 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 17/07/2025 • 10:38 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O presidente da Confederação Nacional das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), Alfredo Cotait Neto, afirmou que o impacto da nova tarifa dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros pode comprometer a sobrevivência de milhares de empresas. Segundo ele, o aumento de até 50% nas taxas de importação poderá gerar desemprego e pressionar a economia nacional.
“Caso haja a permanência do tarifaço, essas empresas vão deixar de existir, não vão conseguir encontrar rapidamente outros contratos”, afirmou Cotait, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Cotait destacou que mais de 2,5 mil micro e pequenas empresas brasileiras exportam atualmente para os Estados Unidos, movimentando cerca de US$ 500 milhões ao ano. Para ele, essas empresas não têm estrutura para redirecionar rapidamente sua produção a outros mercados. O presidente da CACB lembrou ainda que os pequenos negócios respondem por mais de 65% da empregabilidade no Brasil.
O dirigente argumentou que uma possível redução no volume exportado pode aumentar o déficit da balança comercial brasileira, hoje superavitária. “Isso pode causar um aumento da nossa dívida e impactar diretamente no aumento da taxa de juros”, disse.
Hoje, a taxa básica de juros no país é de 15%, o que já representa uma dificuldade operacional para empresas, especialmente nos setores de comércio e serviços. Segundo Cotait, o cenário pode se agravar ainda mais com a vigência da tarifa americana, prevista para o dia 1º de agosto.
A CACB defende que o Brasil solicite uma postergação de 60 dias na aplicação da medida, com o objetivo de abrir espaço para negociações. “Primeiro nós precisamos dialogar e pedir um adiamento da vigência dessa taxa”, afirmou.
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Cotait criticou a lentidão do governo brasileiro em acionar os canais diplomáticos para enfrentar a situação. Para ele, a negociação precisa ocorrer por meio do Itamaraty, evitando que o tema seja conduzido por questões políticas. “O Itamaraty está muito lento. O governo está um pouco apático, esquecendo dessas relações antigas e históricas que o Brasil tem com os Estados Unidos”, disse.
Ele também se posicionou contra uma eventual retaliação brasileira, argumentando que isso elevaria custos no mercado interno e poderia pressionar ainda mais a inflação. “Se o Brasil responder com reciprocidade, é o maior erro que o governo pode fazer”, afirmou.
A CACB reúne 2.300 associações comerciais que representam cerca de 2 milhões de empresas no Brasil. Cotait informou que tem recebido manifestações constantes de preocupação por parte dos empresários, especialmente das pequenas e médias empresas. Ele recomendou que empresários procurem apoio local. “Procure a sua associação comercial e veja de que forma ela pode te ajudar a minimizar esses problemas.”
A entidade segue em articulação com o setor produtivo e com representantes do governo para buscar alternativas que possam reduzir os impactos do tarifaço, mas considera essencial a construção de um canal de diálogo comercial com os EUA antes do início da vigência da medida.
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