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Brasil avança no ranking de competitividade, mas governo segue como principal entrave ao crescimento
Publicado 19/06/2025 • 15:04 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 19/06/2025 • 15:04 | Atualizado há 4 meses
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São Paulo, SP.
O Brasil subiu da 62ª para a 58ª posição no 37° Ranking Mundial de Competitividade 2025, elaborado pelo International Institute for Management Development (IMD), em parceria com a Fundação Dom Cabral (FDC). O avanço, embora estatisticamente relevante, ocorre dentro de um grupo de países com desempenho inferior à média global — e segue sustentado por fatores conjunturais, como o ciclo favorável das commodities, e não por progresso estrutural.
Apesar da melhora recente, o país permanece praticamente estagnado. Em 2015, ocupava a 56ª posição. Dez anos depois, está em 58º. Uma trajetória lateral, sem ruptura com o padrão crônico de baixa competitividade.

Fonte: adaptado de IMD World Competitiveness Ranking 2025
Colocação
No topo do ranking de 2025 estão países que combinam estabilidade institucional, abertura comercial e investimentos contínuos em capital humano. Suíça (1º), Singapura (2º) e Hong Kong (3º) lideram, seguidos por Dinamarca (4º), Emirados Árabes Unidos (5º), Taiwan, Irlanda, Suécia, Qatar e Países Baixos. Economias que compartilham uma característica decisiva: governos eficientes e capacidade de implementação de políticas públicas orientadas à produtividade.
Por outro lado, nas últimas posições, dos quais o Brasil se encontra desafortunadamente mais próximo em classificação, estão Venezuela (69º), Namíbia (68º), Nigéria (67º), Turquia (66º), Mongólia (65º) e África do Sul (64º). Esses países continuam enfrentando questões como instabilidade institucional, baixa integração econômica e infraestrutura precária.
Pilares de Competitividade
O ranking avalia 69 países com base em quatro pilares: desempenho econômico, eficiência governamental, eficiência empresarial e infraestrutura.

Fonte: adaptado de IMD World Competitiveness Ranking 2025
a) Desempenho Econômico (30º lugar) – subiu 8 posições
Neste eixo, há destaques positivos:
• 5º lugar em fluxo de investimento direto estrangeiro
• 7º em crescimento de emprego no longo prazo
• 11º em formação bruta de capital fixo
Os dados revelam certa atratividade setorial, mas não compensam o desempenho muito fraco em exportações de serviços, receitas de turismo e participação do comércio no PIB.
b) Eficiência Governamental (68º lugar) – caiu 3 posições
Este é o principal gargalo da competitividade brasileira. O país está entre os últimos colocados em:
• 69º em custo de capital
• 68º em protecionismo
• 67º em finanças públicas
O sistema tributário complexo, a instabilidade regulatória e a elevada taxa de juros — atualmente em 14,75% — formam um ambiente hostil ao investimento produtivo. O Estado não só falha em promover competitividade como frequentemente age como freio ao avanço institucional.
c) Eficiência Empresarial (56º lugar) – subiu 5 posições
Há indicadores positivos:
• 8º lugar em empreendedorismo inicial
• 13º em salário mínimo
• 14º em níveis de remuneração
Porém, os entraves estruturais persistem como mão de obra qualificada, dívida corporativa e sistema de valores corporativos.
d) Infraestrutura (58º lugar) – estável
Em energia e telecomunicações, o país tem bons resultados:
• 5º lugar em energias renováveis
• 13º em dependência energética
• 15º em custo de telefonia móvel
Contudo, os indicadores de educação comprometem o conjunto como proficiência em línguas estrangeiras, qualidade do ensino básico e médio e educação em gestão.
Abaixo o Gráfico 2 apresenta a evolução da colocação do Brasil segundo cada um dos quatro pilares desde 2021.

Fonte: adaptado de IMD World Competitiveness Ranking 2025
Diagnóstico: ausência de estratégia nacional e inércia institucional
Segundo Hugo Tadeu, diretor do Núcleo de Inovação da FDC, o desempenho brasileiro segue atrelado a variáveis externas, não a uma estratégia coordenada. “Seguimos presos a uma agenda que não prioriza reforma tributária, abertura comercial, atração de investimento direto estrangeiro e inovação tecnológica”, aponta.
O país não avança porque carece de políticas públicas voltadas à produtividade. A ausência de um plano de longo prazo impede a modernização da estrutura econômica e a inserção qualificada nas cadeias globais de valor.
Conclusão: competitividade exige governo funcional
Competitividade não é produto de ciclos de preço ou discursos de ocasião. É resultado de planejamento técnico, reformas institucionais e continuidade de políticas. No caso brasileiro, a fragilidade está no núcleo do poder público — que falha em criar um ambiente previsível, transparente e funcional.
Enquanto a ineficiência estatal não for enfrentada com a seriedade necessária, os avanços permanecerão limitados e voláteis. A meta precisa ser clara: transformar crescimento episódico em desenvolvimento sustentado. Para isso, o governo precisa deixar de ser o maior obstáculo — e finalmente tornar-se parte da solução.
Fonte: Fundação Dom Cabral / IMD World Competitiveness Booklet Center, junho de 2025
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