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Inovar ou morrer: os vencedores do Nobel de Economia 2025
Publicado 15/10/2025 • 20:26 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 15/10/2025 • 20:26 | Atualizado há 2 meses
Nobel Prize Outreach Clément Morin.
Eles traduziram, em economia, o que empreendedores vivem na pele: inovar é sobrevivência.
Não é o mais forte que sobrevive. É o mais inquieto. A força protege, mas é a inquietude que transforma. Em um mundo que muda em ciclos cada vez mais curtos, onde o que é inovação hoje vira obsolescência amanhã, quem se contenta em reagir ao mercado já perdeu o jogo. O verdadeiro diferencial está em quem antecipa a mudança e, principalmente, tem coragem de destruí-la para construir algo ainda melhor.
O Prêmio Nobel de Economia de 2025 deixou isso mais claro do que nunca. A Academia premiou Joel Mokyr, Philippe Aghion e Peter Howitt, três economistas que transformaram a inovação em uma ciência e o crescimento em consequência direta da inquietude humana, ao explicarem o crescimento impulsionado pela inovação — abordando o impacto das novas tecnologias, da Revolução Industrial à inteligência artificial. Eles mostraram, com décadas de pesquisa, que riqueza não nasce de estabilidade, mas de movimento. De ruptura. De quem tem coragem de quebrar o que funciona hoje para construir o que será indispensável amanhã.
Joel Mokyr explica que o salto civilizacional da humanidade só aconteceu quando deixamos de apenas repetir o que dava certo e começamos a entender o porquê das coisas. Foi a união entre ciência, experimentação e ousadia que acendeu o motor do crescimento moderno. E é exatamente isso que vejo acontecer — ou deixar de acontecer — em cada negócio que cruzo como investidora.
Aghion e Howitt levaram essa ideia à sua forma mais crua: a destruição criativa. É quando uma nova tecnologia mata uma antiga, quando uma startup obriga um gigante a se reinventar, quando a economia renasce porque alguém ousou desafiar o status quo. Essa é a essência do progresso. Só que, aqui no Brasil, muitas empresas ainda confundem “inovar” com “fazer marketing digital” ou “ter um app bonito”. Inovação real é cultural. É dolorosa, arriscada e exige um ambiente que tolere o erro como parte do aprendizado.
O que tenho observado no mercado é que empreendedores frequentemente enfrentam ceticismo ao apostar em novas ideias. Exemplo: uma fintech que decide usar inteligência artificial para conceder crédito a quem o sistema tradicional ignora. Apesar das críticas de “mercado saturado” e “risco alto”, o negócio se molda através de testes, erros e ajustes. Cada falha proporciona aprendizados valiosos, e o que começa com desafios se transforma em uma solução sólida e impactante. Isso demonstra que inovar vai além de melhorar o jogo — é sobre redefinir suas regras.
Esse espírito de inovação, impulsionado pela coragem de experimentar e aprender com os erros, é o que, na visão dos vencedores do Nobel deste ano, sustenta o crescimento econômico sustentável. Eles nos lembram que crescimento sustentável não é automático. Ele depende de liberdade para experimentar, de políticas que recompensem quem arrisca, e de líderes que saibam dizer “não sei, mas vou descobrir”. O maior erro de um empreendedor é achar que estabilidade é sinônimo de sucesso. Na verdade, estabilidade é o começo da estagnação.
É por isso que, como investidora, educadora e empreendedora, eu sempre defendi que quem não se antecipa à mudança será devorado por ela. O mercado não espera, e a inovação não tem paciência com quem permanece estático. Essa visão não é pessimista, mas sim um alerta urgente para todos que desejam prosperar em um mundo em constante transformação.
Ou seja, se você lidera um negócio, pare de procurar segurança e comece a procurar relevância. A inovação que o mundo precisa pode estar nascendo na sua inquietude, no seu desconforto ou na sua dúvida. E, se ainda resta alguma dúvida sobre o que fazer, lembre-se: inovar ou morrer não é uma escolha — é uma sentença para quem quer deixar legado.
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