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4 pontos que o mercado monitora com a ameaça de fim do cessar-fogo entre EUA e Irã
Publicado 08/04/2026 • 22:33 | Atualizado há 7 meses
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Míssil
O mundo inteiro está de olho no estreito de Ormuz e cada declaração feita à respeito da região faz o mercado se movimentar. Apesar do recente alívio no conflito em por consequência, nas cotações do barril de petróleo, a questão ainda não está resolvida.
Segundo Lucca Bezzon, especialista de inteligência de mercado da Stonex, ainda há muitos detalhes a serem definidos em relação ao acordo, e permanece a dúvida sobre sua sustentabilidade no longo prazo.
O mercado segue atento a quatro fatores que podem alterar a percepção sobre a trajetória do conflito e, consequentemente, sobre os preços de energia e os prêmios de risco globais. Veja:
A efetiva reabertura da principal rota de escoamento de petróleo do mundo é o ponto central para os mercados. Com a travessia interrompida, as cadeias de distribuição de energia do mundo inteiro ficam comprometidas, o que deve pressionar ainda mais os preços do barril de petróleo.
“O Irã já sinalizou que manterá um controle que classificou como ‘inteligente’ sobre a via, sem detalhar o que isso significa na prática”, afirma Breno Falseti, sócio da Rubrik Capital.
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Siga o Times | CNBCA ocorrência de novos ataques diretos envolvendo Irã e Estados Unidos, que invalidassem o cessar-fogo, não estão fora do radar. Caso esse cenário se concretize, a guerra não só voltaria ao patamar crítico de antes como tenderia a se intensificar.
O andamento das tratativas de paz na capital do Paquistão estão previstas para começar na próxima sexta-feira, 10, com a participação do vice-presidente americano, JD Vance.
As exigências de Estados Unidos e Irã expõem contradições centrais que dificultam uma solução rápida para o conflito. Enquanto Washington pressiona por limites mais rígidos ao programa nuclear iraniano e maior controle sobre suas ações na região, Teerã exige garantias de soberania, o fim de sanções econômicas e a retirada de forças estrangeiras do Oriente Médio. O impasse nasce justamente desse desencontro de prioridades, em que concessões de um lado são vistas como perdas estratégicas do outro.
Eventuais ataques à infraestrutura energética e nuclear do Irã podem reacender o conflito à medida que Israel já indicou considerar um objetivo em aberto.
Para Israel, o programa nuclear do Irã não é apenas uma questão diplomática, mas uma ameaça existencial. O governo israelense sustenta que qualquer avanço nuclear iraniano, mesmo sob justificativa civil, pode encurtar o caminho para a produção de armas atômicas. Por isso, defende uma postura mais dura, com pressão internacional constante e, se necessário, ações preventivas para impedir esse desenvolvimento. Na leitura de Tel Aviv, confiar apenas em acordos é um risco alto demais quando o tempo pode jogar a favor do adversário.
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