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Acordo com bancos Itaú, Santander e Citi e reforça caixa federal em R$ 2,4 bilhões
Publicado 04/02/2026 • 14:20 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 04/02/2026 • 14:20 | Atualizado há 2 horas
A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGNF), firmou acordos tributários com grandes instituições financeiras que renderam cerca de R$ 2,4 bilhões aos cofres públicos nas últimas semanas. Os entendimentos envolveram o Itaú Unibanco, o Santander Brasil e o Citibank.
Segundo Mariana Lellis, coordenadora-chefe de negociações da PGFN, o montante reflete pagamentos líquidos após descontos médios de 21% sobre multas, juros e encargos.
Os acordos encerram batalhas judiciais que se arrastavam há anos e representam um impulso direto para o resultado fiscal federal. O total, no entanto, pode crescer: cerca de 70 pedidos de transação de empresas ainda estão em análise pela PGFN.
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As negociações ocorreram no âmbito do Programa de Transação Integral (PTI), cujo prazo para novas propostas terminou em dezembro, mas que ainda avalia pedidos pendentes.
Os descontos concedidos variaram entre 10% e 30%, de acordo com critérios como chance de recuperação da dívida, estágio do processo, tempo de tramitação e perspectiva do governo nos tribunais.
Para Lellis, há espaço para ampliar a arrecadação. Segundo ela, existe um universo maior de instituições financeiras e um estoque relevante de créditos tributários ainda sob avaliação.
Parte relevante dos acordos envolveu litígios sobre a antiga CPMF. Nesse bloco, o Santander Brasil desembolsou cerca de R$ 1 bilhão, após descontos, enquanto o Citi pagou aproximadamente R$ 400 milhões.
Já as disputas do Itaú giravam em torno de PIS e Cofins sobre receitas financeiras. Embora o governo tenha vencido a tese no Supremo Tribunal Federal, a ausência de definição final sobre a modulação dos efeitos levou a PGFN a buscar a conciliação.
O acordo do Itaú também incluiu débitos de imposto de renda e CSLL, totalizando cerca de R$ 1 bilhão.
Além dos grandes bancos, a PGFN fechou transação com o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), que quitou aproximadamente R$ 140 milhões em disputa envolvendo PIS e Cofins.
Todos os pagamentos foram feitos à vista entre o fim de dezembro e o início deste ano.
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Para o governo, os acordos reforçam a estratégia de acelerar a resolução de contenciosos tributários e transformar disputas longas em ingresso imediato de caixa.
Do ponto de vista do mercado, a sinalização é dupla. De um lado, melhora o resultado fiscal no curto prazo. De outro, indica disposição do Tesouro em usar mecanismos de transação para reduzir o estoque de processos e dar previsibilidade jurídica ao setor financeiro.
Em linguagem corporativa, é a tentativa de trocar anos de litígio por liquidez agora, algo que interessa tanto ao Estado quanto às empresas.
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