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Após depoimento à PF, defesa de Vorcaro pede soltura imediata do ex-banqueiro e diz que prisão não pode decorrer de “razões políticas”
Publicado 30/09/2026 • 17:29 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 30/09/2026 • 17:29 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A defesa de Daniel Vorcaro pediu nesta quarta-feira (30) a soltura imediata do fundador do Banco Master após o depoimento prestado à Polícia Federal e afirmou que a manutenção de sua prisão preventiva “não pode decorrer de razões políticas”.
Em nota divulgada depois da oitiva, os advogados sustentaram que os esclarecimentos prestados afastaram a participação de Vorcaro em atos de violência, intimidação, perseguição ou ameaça e afirmaram que os motivos que levaram à prisão preventiva não persistem.
“Nestas circunstâncias, impõe-se a imediata soltura para que o investigado siga colaborando com as autoridades em liberdade e com ampla condição de expor a verdade sobre todos os fatos. Em um estado democrático de direito a manutenção da prisão preventiva não pode decorrer de razões políticas”, diz a nota assinada pelos advogados Sérgio Leonardo Engels Muniz e Daniel Bialski.
Vorcaro foi ouvido pela PF por videoconferência nesta quarta. O depoimento tinha como foco a investigação sobre os grupos chamados “A Turma” e “Os Meninos”, apontados pelos investigadores como estruturas que teriam atuado na obtenção de informações sigilosas e na intimidação de pessoas consideradas adversárias. Vorcaro está preso preventivamente desde março.
A Polícia Federal apura a possível atuação de uma organização criminosa dedicada à intimidação de jornalistas, ao monitoramento ilícito de pessoas ligadas a autoridades públicas, à obtenção indevida de informações sigilosas e à adoção de medidas para interferir em investigações criminais.
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Na nota, a defesa afirma que Vorcaro “jamais praticou, determinou ou se envolveu em qualquer ato de violência, intimidação, perseguição ou ameaça contra quem quer que seja”.
Os advogados sustentam ainda que, após oito meses de investigação, não haveria vítima dos supostos fatos mencionados na portaria que deu origem ao inquérito. A defesa afirma que essa conclusão seria respaldada pelos próprios autos, pelos investigadores e pelas testemunhas já ouvidas.
Segundo os advogados, o acesso ao conteúdo da investigação também teria mostrado que expressões como “A Turma” e “Os Meninos” não designavam grupos específicos ou estruturas organizadas.
A defesa afirma que Vorcaro conhecia apenas Luiz Phillipi Mourão e que mantinha com ele “contrato formal e lícito de prestação de serviços de inteligência e segurança digital”.
Os advogados também afirmaram que Vorcaro buscava medidas jurídicas e institucionais quando se sentia prejudicado.
Segundo a nota, o fundador do Master recorria a registros de ocorrências policiais, notificações e formalização de queixas, sem solicitar acesso indevido a sistemas restritos ou outras providências ilegais.
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Siga o Times | CNBCA defesa atribuiu parte das suspeitas envolvendo Vorcaro a mensagens privadas que, segundo os advogados, teriam sido apresentadas fora de contexto.
“Eventuais desabafos, oriundos de recortes maliciosos de mensagens privadas, proferidos em momentos de indignação, jamais redundaram em consequências práticas ou em qualquer risco real a terceiros”, afirma.
Os advogados também criticaram o acesso e a divulgação de mensagens entre Vorcaro e seus defensores, classificadas por eles como protegidas pelo sigilo profissional.
Outro ponto abordado no depoimento, segundo a defesa, foi a suspeita de que Vorcaro pretendia fugir do país antes de sua primeira prisão, em novembro de 2025.
Os advogados afirmam que não havia plano de fuga e sustentam que a viagem havia sido comunicada previamente a autoridades.
A nota cita reservas antecipadas de hotel e salas de reunião e a existência de um plano de voo. Segundo a defesa, essas providências foram tomadas antes da expedição da ordem de prisão, que, conforme o documento, ocorreu às 15h29 de 17 de novembro de 2025.
A defesa também afirmou que o conhecimento de Vorcaro sobre procedimentos investigatórios decorria do acompanhamento realizado por advogados e assessores e de informações publicadas pela imprensa.
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Os advogados afirmam que, em 4 de março deste ano, o ex-banqueiro estava em recolhimento domiciliar, cumpria as medidas cautelares determinadas e já havia assinado um termo para colaborar com as investigações. Nesse contexto, classificam a nova prisão como “inoportuna e desnecessária”.
A defesa sustenta ainda que Vorcaro permanece preso sem denúncia ou acusação formal apresentada contra ele no âmbito citado pela nota e afirma que a legislação e precedentes do Supremo permitem que ele aguarde o avanço das investigações em liberdade, mediante condições.
“Não resta dúvida de que os motivos que ensejaram a prisão não mais persistem”, afirmaram os advogados.
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