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CNBCMusk afirma que Tesla e SpaceX formaram comitês especiais para discutir fusão

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Balanços de Meta e Tesla hoje testam ROI da IA e margens; mercado projeta alta de 24% na receita da empresa de Zuckerberg

Publicado 21/10/2026 • 08:40 | Atualizado há 3 horas

KEY POINTS

  • Meta deve reportar receita de US$ 63,34 bilhões, alta de 24%, e Tesla, de US$ 28,06 bilhões, estável
  • Avenue aponta retorno da IA, margens de lucro e projeções para os próximos trimestres como pontos de atenção
  • Valor da Tesla depende de robôs e Cybercab, e Meta é cobrada pelo retorno dos gastos com inteligência artificial
balanços

Foto: Divulgação

As gigantes de tecnologia entram nesta quarta-feira (21) na temporada de balanços do terceiro trimestre nos Estados Unidos, com Meta e Tesla no calendário e investidores atentos ao retorno dos investimentos em inteligência artificial (IA).

Os resultados chegam depois da abertura da temporada com os grandes bancos, na semana passada. As empresas de tecnologia devem ditar o ritmo do mercado nas próximas semanas, avalia William Castro Alves, estrategista-chefe da Avenue.

Leia também: SpaceX sobe 8% no pré-mercado, Musk vê mérito em fusão com a Tesla e prevê escassez de computação de IA por longo tempo

Balanços de Meta e Tesla põem IA e margens à prova

Segundo Alves, a economia americana avançou acima do esperado entre julho e setembro, apesar de tarifas, conflitos geopolíticos e pressão dos combustíveis. O consumo se manteve, e os investimentos em tecnologia da informação e data centers ficaram elevados, o que levou as projeções para o PIB do trimestre a perto de 3,5%.

Com isso, as expectativas para a temporada estão altas. A projeção é de avanço agregado de cerca de 10% nas receitas e de 25% a 30% nos lucros das empresas.

“O principal risco está nas margens de lucro, que atingiram níveis recordes no segundo trimestre e podem apresentar alguma redução diante do aumento dos custos”, escreve o estrategista.

Ele lista três pontos de atenção para as próximas semanas, que são o retorno dos investimentos em IA, a preservação das margens e as perspectivas para os trimestres seguintes. Além disso, diversas empresas revisaram para cima as estimativas de receita e lucro no segundo trimestre, e resta saber se o otimismo se mantém para o quarto.

Receita da Meta deve subir 24%, e a da Tesla, ficar estável

De acordo com a FactSet, a Meta deve reportar receita de US$ 63,34 bilhões, alta de cerca de 24% sobre um ano antes. Para a Tesla, a projeção é de US$ 28,06 bilhões, patamar próximo ao do ano passado.

A alta prevista mantém o ritmo dos últimos trimestres. No quarto trimestre de 2025, a receita de anúncios da Meta subiu 24%, com avanço de 18% nas impressões e de 6% no preço médio por anúncio, segundo o Exchange4media. A publicidade respondeu por mais de 97% da receita total da empresa.

Para o terceiro trimestre de 2026, a Zacks avalia que a demanda por anúncios, a melhora no engajamento dos usuários e a adoção de ferramentas de publicidade com IA devem ter sustentado o resultado. A projeção da própria Meta era de receita entre US$ 61 bilhões e US$ 64 bilhões.

No pré-mercado, as ações da Meta subiam 0,2%, e as da Tesla avançavam quase 2%. Os índices S&P 500 e Nasdaq também apontavam alta, segundo o MarketWatch.

A Tesla divulga o balanço após o fechamento do pregão.

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Valor da Tesla depende de robôs e Cybercab

A fabricante já informou as entregas de veículos do trimestre, que ficaram ligeiramente acima das expectativas, mas abaixo das registradas um ano antes. Para Alves, “os números, isoladamente, não são suficientes para justificar um otimismo mais expressivo com a companhia”.

O desempenho das ações, afirma o estrategista, responde mais às expectativas de longo prazo do que ao segmento automotivo. Entre os projetos, ele cita o desenvolvimento de robôs humanoides, o Cybercab, veículo totalmente autônomo, e outras iniciativas de mobilidade.

Por isso, os investidores devem observar atualizações sobre esses projetos, além dos avanços na capacidade produtiva e na expansão das fábricas. “Ao considerar apenas as vendas de veículos, as receitas e os lucros atuais, torna-se difícil justificar o valor de mercado da Tesla”, escreve Alves, em comparação com General Motors e Ford.

Ainda no radar, o balanço sai um dia depois de Elon Musk dizer que SpaceX e Tesla criaram comitês de diretores independentes para avaliar uma fusão. Na terça-feira (20), o bilionário afirmou que não há garantia de acordo.

Muse e gastos com IA colocam Meta sob observação

A Meta deve estar entre as empresas mais acompanhadas da temporada por causa da exposição à IA. Segundo Alves, o lançamento do Muse, plataforma de IA da companhia, ampliou o interesse dos investidores, e os indicadores de adoção, uso e monetização da ferramenta devem orientar a avaliação do potencial de crescimento.

Já a receita de publicidade tem relação histórica com a atividade econômica, sobretudo nos Estados Unidos. Com a economia americana mais aquecida, a tendência é de ambiente favorável para plataformas como Instagram e Facebook.

Por outro lado, os gastos seguem sob vigilância. A empresa fez investimentos elevados em metaverso e dispositivos de realidade aumentada, que ainda não entregaram o resultado esperado. Com a intensificação das aplicações em IA, o mercado deve medir a relação entre os recursos aplicados e a geração de receita, além da disciplina de custos.

Balanços de tecnologia reanimam tese de IA nos mercados

Na véspera, os resultados de outras empresas do setor já mexeram com o humor dos investidores. As ações da Super Micro Computer subiam 16% depois de números preliminares que indicaram receita e lucro acima das estimativas, e as da SpaceX avançavam quase 8% após alta de 161% na receita do terceiro trimestre.

Nas próximas semanas, Microsoft e Google também devem apresentar indicadores de monetização da IA, de acordo com Alves.

“Os ativos de risco globais encontraram sustentação mais firme na quarta-feira, quando balanços robustos de tecnologia reavivaram a confiança na tese de IA, provocando forte recuperação após a queda do setor de chips na semana passada”, escreveu Patrick Munnelly, estrategista de mercado do Tickmill Group, em nota.

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