Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Bolsas europeias recuam com crise na França, riscos fiscais e expectativa por resultados
Publicado 19/10/2026 • 08:11 | Atualizado há 40 minutos
Macron, da França, promete responsabilizar aqueles que “tentaram derrubar a República”
Irã anuncia “novo plano operacional” caso os EUA retomem os ataques, enquanto navios relatam ofensivas
Italiana Bending Spoons recebe grande voto de confiança da Berkshire
Ministro da Coreia do Sul prevê que boom dos chips vai durar até 2027
Trump suspende amplas sanções e tarifas contra a Rússia e cita interesse nacional
Publicado 19/10/2026 • 08:11 | Atualizado há 40 minutos
KEY POINTS
Daniel Roland/AFP
As bolsas europeias operam em queda na manhã desta segunda-feira (19), pressionadas pelo agravamento das tensões sociais na França e pela cautela dos investidores diante da divulgação de resultados corporativos nos próximos dias. O cenário de instabilidade na segunda maior economia da zona do euro amplia as preocupações com as contas públicas e afeta o desempenho dos principais mercados da região.
Por volta das 6h40, horário de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 recuava 0,76%, aos 639,86 pontos. O movimento de baixa atingia principalmente ações de bancos, que registravam desvalorização de 1,7%, refletindo a maior aversão ao risco.
Às 6h53, a Bolsa de Paris caía 1,32%, enquanto Frankfurt perdia 1,05% e Londres recuava 0,86%. Em outras praças, Milão apresentava queda de 1,42%, Madri cedia 1,32% e Lisboa registrava baixa de 0,38%.
A instabilidade na França ganhou força após manifestações realizadas no fim de semana contra o aumento do custo de vida, a inflação e as condições dos serviços públicos, especialmente na educação. Os atos reuniram cerca de 550 mil pessoas em diferentes cidades, segundo as autoridades francesas.
Parte das mobilizações terminou em confrontos, depredações e saques em centros urbanos como Paris, Lyon, Marselha e Bordeaux. O Ministério do Interior informou que aproximadamente 2.400 pessoas foram detidas. Centenas de integrantes das forças de segurança e dos serviços de emergência ficaram feridos.
Os episódios elevaram a pressão sobre o governo do presidente Emmanuel Macron, que enfrenta dificuldades para administrar o descontentamento social em um contexto de baixo crescimento econômico e endividamento elevado.
A situação também provocou críticas de representantes do setor empresarial, que questionaram a capacidade das autoridades de garantir a segurança de estabelecimentos comerciais durante os distúrbios.
Leia também: Acordo Mercosul-UE enfrenta consenso frágil na Europa, afirma Olivier Renaudie, professor da Sorbonne
Os danos provocados pelos protestos atingiram aproximadamente 1.500 lojas, com prejuízos estimados em centenas de milhões de euros, de acordo com representantes do varejo francês.
A rede Carrefour informou que cerca de 50 unidades foram alvo de saques. O presidente da companhia, Alexandre Bompard, declarou publicamente que somente os reparos nas instalações da empresa deverão superar a cifra de 10 milhões de euros.
Outras redes comerciais, incluindo Lacoste e Intermarché, também relataram problemas e cobraram providências das autoridades para proteger trabalhadores, consumidores e estabelecimentos.
Diante da situação, o primeiro-ministro Sébastien Lecornu programou uma reunião de crise, enquanto o ministro do Comércio, Serge Papin, deve discutir os impactos econômicos com representantes de associações comerciais, bancos e seguradoras.
O ambiente social poderá enfrentar novos episódios de tensão nas próximas semanas. Organizações sindicais convocaram uma greve nacional para 5 de novembro, mantendo a possibilidade de novas paralisações e manifestações.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAlém dos prejuízos imediatos, os acontecimentos aumentaram a atenção do mercado sobre a capacidade da França de controlar suas finanças públicas. O Parlamento francês discute o orçamento de 2027 em meio a divergências políticas sobre despesas, arrecadação e medidas de ajuste fiscal. As dificuldades para construir um acordo ampliam as dúvidas sobre a trajetória da dívida do país.
Esse cenário se reflete no mercado de títulos públicos. O rendimento dos papéis franceses com vencimento em dez anos chegou a 4,86%, após atingir, no início do mês, o maior nível desde 2002.
A diferença entre os juros dos títulos franceses e alemães, utilizada como indicador da percepção de risco dos investidores, estava em 143,5 pontos-base. No começo de outubro, esse intervalo havia ultrapassado 150 pontos, alcançando o maior patamar desde a crise da dívida da zona do euro.
A agência de classificação de risco Moody’s também deverá revisar a nota de crédito da França na sexta-feira (23). Atualmente, o país possui classificação Aa3, com perspectiva negativa, o que mantém a possibilidade de um rebaixamento.
Outro fator que contribui para a cautela nas bolsas é a expectativa pela divulgação dos resultados financeiros de grandes empresas europeias e norte-americanas referentes ao terceiro trimestre.
O setor de luxo está entre os principais focos de atenção após a LVMH apresentar receitas abaixo das estimativas do mercado, afetadas pelo desempenho mais fraco de suas operações na China.
Os próximos balanços de Kering e EssilorLuxottica deverão fornecer informações adicionais sobre o comportamento dos consumidores e a demanda por produtos de maior valor.
No segmento de tecnologia, os resultados da fabricante alemã de software SAP e da empresa de equipamentos para semicondutores BE Semiconductor serão acompanhados em busca de sinais sobre a atividade do setor.
Nos Estados Unidos, a divulgação dos números da Meta Platforms também deverá influenciar o humor dos investidores. O mercado busca entender o ritmo de expansão dos investimentos da companhia em infraestrutura de inteligência artificial, diante das preocupações sobre os custos elevados dessas operações e o prazo necessário para gerar retornos financeiros.
No mercado de energia, os preços internacionais do petróleo registraram queda após avanços recentes. No início da manhã, o barril do tipo Brent recuava mais de 1%. O movimento ocorreu após o governo dos Estados Unidos anunciar uma flexibilização de restrições relacionadas a determinadas transações energéticas com a Rússia, medida que poderá favorecer a oferta internacional de combustíveis.
A perspectiva de maior disponibilidade de petróleo tende a reduzir a pressão sobre os preços da energia e, consequentemente, sobre a inflação. Entretanto, esse possível efeito positivo não foi suficiente para compensar a preocupação dos investidores com os acontecimentos na França.
O euro também apresentou desvalorização de aproximadamente 0,2% em relação ao dólar e à libra esterlina, refletindo as incertezas econômicas e políticas na região.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Lotofácil: concurso 3.807 tem prêmio de R$ 2 milhões; confira o resultado
2
DECISÃO 2026: Quando saem as próximas pesquisas de Lula e Flávio no 2º turno? Veja as datas
3
Mega-Sena: prêmio supera R$ 171 milhões no concurso 3.071; confira o resultado
4
DECISÃO 2026: Lula e Flávio se enfrentam pela primeira vez em debate neste domingo
5
DECISÃO 2026: Com ato na Paulista, reta final tem direita embalada nas ruas com público maior nas manifestações; esquerda busca reverter desvantagem com reforço nas redes