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Brasil está no centro da disputa global por minerais críticos, diz diretor do IBRAM
Publicado 01/04/2025 • 20:15 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 01/04/2025 • 20:15 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
A mineração no Brasil tem despertado o interesse de potências globais, como China e Estados Unidos, devido às vastas reservas de minerais críticos do país. Esses metais, como lítio, níquel, cobre e nióbio, são fundamentais para a produção de turbinas eólicas, veículos elétricos e semicondutores, tornando-se estratégicos na transição para uma economia de baixo carbono.
“Há uma disputa febril por esses minerais, pois são essenciais para segurança alimentar, defesa e tecnologia”, disse Raul Jungmann, diretor-presidente do IBRAM (Instituto Brasileiro de Mineração), em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (1º).
Diante desse cenário, o Brasil tem sido constantemente procurado para parcerias. “Ontem mesmo recebi a embaixada dos EUA, e semanalmente diferentes países nos abordam”, disse Jungmann.
No entanto, desafios internos dificultam o avanço do setor. A burocracia na liberação de licenças por órgãos como Ibama e Agência Nacional de Mineração (ANM) atrasa investimentos. Além disso, o financiamento ainda é insuficiente, apesar do recente fundo de R$ 5 bilhões do BNDES.
A concorrência internacional é acirrada. China e EUA disputam suprimentos em meio a uma desordem global, com conflitos e tensões comerciais. “A China saiu na frente há 30 anos e domina o refino e a industrialização desses minerais, enquanto os EUA dependem de importações”, explicou Jungmann.
Outros países, como Canadá, Austrália e Suíça, também buscam alianças com o Brasil, que tem potencial para se tornar um dos principais fornecedores mundiais.
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Siga o Times | CNBCPara aproveitar essa oportunidade, Jungmann defende mais investimentos e estruturação do setor. “Precisamos não apenas extrair, mas refinar e agregar valor ao que produzimos”, disse. Segundo ele, o mercado de minerais críticos pode movimentar US$ 1,1 trilhão até 2030, o que representa um “passaporte para o futuro” do Brasil.
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