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Com novos desdobramentos em Ormuz, investidores adotam cautela na bolsa e aproveitam quedas de petroleiras
Publicado 05/04/2026 • 21:19 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 05/04/2026 • 21:19 | Atualizado há 2 horas
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Foto: Freepik
Petroleira
O aumento da produção de petróleo e as declarações inflamadas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adicionaram mais uma camada de incerteza ao conflito que já vem abalando os mercados globais. Diante da quantidade de ruídos sobre as hostilidades, entretanto, a recomendação dos especialistas ouvidos pelo Times Brasil – licenciado exclusivo CNBC, é manter a calma.
“O investidor deve evitar movimentos bruscos baseados apenas na retórica geopolítica e focar em empresas da bolsa com fundamentos sólidos que se beneficiam diretamente de um cenário de energia mais barata”, recomenda Jayme Simão, sócio-fundador do Hub do Investidor.
Segundo Felipe Ferreira, professor do Insper e sócio da CTW consultoria, embora seja possível tentar capturar algumas oportunidades no processo, o que deve imperar é a cautela. Para ele, o mais interessante para quem já tem uma carteira exposta é focar na proteção contra a volatilidade.
“Isso pode ser feito através de instrumentos de proteção, como opções e derivativos, para evitar ser pego de surpresa por quedas inesperadas, especialmente se o investidor não tiver uma leitura robusta do cenário para aproveitar pequenas oscilações”, afirma.
Diante desse cenário, o economista da MZ Group, Alex André, recomenda que o investidor deve agir da seguinte forma: quem quer tomar risco a curto prazo deve posicionar-se em empresas de petróleo, ciente dos riscos e da volatilidade, pois tem se tornado uma estratégia assertiva.
Já quem quer se posicionar no sentido de que a guerra pode ter um término no curto prazo, deve se posicionar em setores da economia local não importadores de petróleo e apostar na queda de juros que vai favorecer, por exemplo, em títulos prefixados.
Já a Petrobras (PETR4), uma das empresas com maior peso do Ibovespa, deve ter um desempenho acoplado às flutuações do barril de petróleo. “Uma queda prolongada pode pressionar a política de dividendos da estatal. O movimento ideal é usar uma eventual queda do petróleo como gatilho para rebalancear a carteira em direção a esses setores beneficiados”, conclui Simão.
Para Hugo Queiroz, gestor de portfólio da Soho Capital, o investidor precisa necessariamente ter uma posição em óleo e gás, principalmente por que empresas do setor estão com valuation descontado e fundamentos contratados.
“A gente está falando de empresas que já eram baratas e agora com essa melhora nas perspectivas de fundamentos, de fluxo de caixa, de margens operacionais, de crescimento de produção, elas vão ter uma expansão enorme de EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e com isso a gente tem uma compressão de múltiplo, ou seja, elas ficam ainda mais baratas e por esse aspecto de valuation e perspectivas para óleo e gás”, comenta Queiroz.
Ele cita que Petrobras negocia abaixo de 2,5 vezes ebitda, enquanto Brava perto de 2,8 vezes e Petrorecôncavo em 3,3 vezes. Na visão de Queiroz, as ações estão muito baratas. No caso da Petrobras, tem a questão da liquidez e expansão de produção já contratada. “É um crescimento de 8% na produção, quase uma Prio ou Brava em termos de crescimento”, pontua.
Já na Petrorecôncavo, Queiroz cita que não há muitos projetos relevantes pela frente, o que permitirá um bom dividendo para investidores. “É uma posição que todo investidor deve ter, pelo valuation e fundamentos da companhia”.
Segundo Queiroz, mesmo que o barril brent volte a US$ 80, os números serão positivos e a companhia continuará barata. “Petrorecôncavo será uma posição ganhadora nos próximos 12 a 18 meses, seja por dividendos ou pelo valuation barato da ação”, reforça
Simão, do Hub do Investidor, acrescenta que empresas de outros setores também podem ser beneficiadas apesar da volatilidade atual. É o caso de empresas do setor de transportes, como JSL e Simpar tendem a ver uma compressão relevante nos custos operacionais, já que o combustível representa uma fatia significativa das despesas — o que se traduz diretamente em melhora de margens.
No varejo, Mercado Livre e Magalu também são beneficiadas: custos logísticos menores reduzem o preço do frete e ampliam a competitividade, além de favorecer o consumo de forma geral com uma inflação mais controlada.
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