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Congresso renovado deve cobrar mais do Executivo e dificultar ajuste fiscal, diz César Bergo
Publicado 13/10/2026 • 09:00 | Atualizado há 51 minutos
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Publicado 13/10/2026 • 09:00 | Atualizado há 51 minutos
KEY POINTS
O novo Congresso eleito nas urnas terá mais força e autonomia para cobrar o Executivo a partir de 2027, e isso tende a dificultar a agenda fiscal do próximo presidente, seja Flávio Bolsonaro (PL) ou Lula (PT). A avaliação é do economista César Bergo, professor de mercado financeiro da UnB, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta terça-feira (13).
A 12 dias do segundo turno, marcado para domingo (25), o mercado financeiro cobra clareza sobre a política fiscal do próximo governo. A sustentabilidade das contas públicas pesa nos rumos da inflação, dos juros e da atração de investimentos.
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Segundo Bergo, os parlamentares evitaram nas últimas semanas decisões que pudessem ser impopulares por causa da eleição. “Agora não. Agora o Congresso vai ser renovado, tem mais quatro anos”, afirmou. Os senadores eleitos, segundo ele, têm até oito.
Com isso, o economista prevê uma nova legislatura mais assertiva. “Vai demonstrar mais força e mais independência, mais autonomia e vai cobrar mais do Executivo, não tem a menor dúvida, seja ele quem for”, disse.
Bergo afirmou que essa liberdade abre espaço para ações guiadas por interesses ideológicos e também partidários.
Por outro lado, a divisão da Casa torna mais difícil a aprovação de medidas, seja o governo de direita ou de esquerda. O economista lembrou que a última eleição apontou uma tendência mais conservadora no Legislativo.
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Siga o Times | CNBCAlém disso, as emendas parlamentares exigem seriedade na destinação dos valores, na avaliação dele, porque as contas públicas registram déficits. Bergo disse esperar um Congresso “mais responsável”, que direcione os projetos para a melhoria da situação fiscal e das condições de vida dos brasileiros.
Na avaliação do economista, falta clareza nas propostas, “tanto de um lado como de outro”. Para ele, o caminho está definido. “O necessário mesmo é corte de gastos. Isso aí não tem dúvida”, afirmou, ao lembrar que as despesas do governo aumentaram nos últimos anos.
Bergo citou ainda projetos específicos que dependem do Congresso, como a escala 6×1, que segundo ele ainda não está em discussão, e a regulamentação da reforma tributária. Para ele, a tributação da renda tem importância especial nessa pauta.
Já as decisões dos últimos meses sobre concessões e o aumento do Bolsa Família podem pressionar as contas do ano que vem, segundo o economista.
Bergo descreveu uma divisão clara entre as propostas em disputa. De um lado, está uma visão mais social e assistencialista, com manutenção do Estado na economia. Do outro, há a defesa de um Estado menor e do chamado à iniciativa privada.
Qualquer uma delas terá de passar pelo Congresso, disse o economista. Segundo ele, a economia precisa dessas decisões para ter “uma projeção mais positiva” nos próximos anos.
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