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DECISÃO 2026: campanhas de Lula e Flávio travam disputa no TSE por canais de WhatsApp; veja o dia dos candidatos à Presidência
Publicado 14/10/2026 • 22:40 | Atualizado há 39 minutos
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Publicado 14/10/2026 • 22:40 | Atualizado há 39 minutos
KEY POINTS
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) travaram nesta quarta-feira (14) uma disputa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o funcionamento de canais de WhatsApp utilizados para mobilizar apoiadores no segundo turno.
A campanha de Lula pediu que o “Tropa do Flávio” seja submetido à mesma suspensão de 48 horas aplicada ao “Exército do Lula”. Pouco depois, Flávio apresentou uma manifestação ao tribunal informando que não se opunha ao restabelecimento imediato do canal ligado ao adversário.
No fim da noite, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, determinou que a Meta restabelecesse imediatamente o “Exército do Lula”, suspendendo a espera que havia sido estabelecida.
Enquanto as equipes jurídicas atuavam no tribunal, Flávio cumpriu agenda de campanha no Rio Grande do Sul, com visita a uma região atingida pelas enchentes de 2024 e comício em Porto Alegre. Lula permaneceu em Brasília, onde regulamentou o Marco Legal da Indústria de Jogos Eletrônicos e acompanhou a votação da PEC que acaba com a escala 6×1.
A coligação de Lula acionou o TSE após o “Exército do Lula”, criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), ter sido submetido a uma suspensão de 48 horas.
O canal já havia sido registrado oficialmente como instrumento de comunicação da campanha petista, mas Nunes Marques havia determinado que a retomada ocorresse somente depois do prazo.
Os advogados de Lula argumentaram que o “Tropa do Flávio” também teve informações apresentadas posteriormente à Justiça Eleitoral, sem que o mesmo período de suspensão fosse imposto.
“O que se exige de um candidato deve ser exigido do outro. O que se sanciona em relação a um canal deve receber resposta equivalente quando reproduzido, em condições juridicamente comparáveis, pelo canal adversário”, afirmou a campanha no pedido.
A coligação pediu, por isso, que o canal ligado à candidatura de Flávio também permanecesse fora do ar por 48 horas.
Pouco depois do pedido apresentado pela campanha petista, Flávio se manifestou no processo.
O candidato informou ao TSE que não se opunha ao restabelecimento imediato do “Exército do Lula”, sem necessidade de esperar o fim das 48 horas.
A manifestação sustentou que, após o registro do canal e a identificação dos responsáveis, eventuais irregularidades poderiam ser fiscalizadas e punidas pela Justiça Eleitoral.
No fim da noite, Nunes Marques determinou o restabelecimento imediato do “Exército do Lula”, inclusive com a retomada das publicações e a entrada de novos seguidores.
O ministro manteve a determinação para que a Meta monitore os canais durante o período eleitoral e retire conteúdos que reproduzam materiais já alcançados por decisões de remoção da Justiça Eleitoral.
Flávio passou a tarde no Rio Grande do Sul acompanhado de aliados.
O candidato visitou o bairro Sarandi, uma das regiões de Porto Alegre atingidas pelas enchentes de 2024. No local, prometeu, caso seja eleito, retomar obras de proteção contra cheias e linhas de financiamento destinadas a produtores afetados.
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Siga o Times | CNBCMais tarde, Flávio participou de um comício no Largo Glênio Peres, acompanhado pelos governadores eleitos Luciano Zucco, do Rio Grande do Sul, e Sergio Moro, do Paraná, e pelos governadores reeleitos Tarcísio de Freitas, de São Paulo, e Jorginho Mello, de Santa Catarina.
“Vou governar para todos, até para os petistas. Vou mostrar que, com Bolsonaro, a democracia está garantida”, afirmou.
No evento, Flávio voltou a defender mudanças na área de segurança pública e a redução da maioridade penal.
O candidato também confirmou nesta quarta-feira que participará do debate da Band marcado para domingo (18), depois de ter informado no dia anterior que não compareceria ao encontro.
Lula passou esta quarta-feira em Brasília e participou no Palácio do Planalto de cerimônias institucionais.
O presidente também acompanhou de forma remota a votação no Senado da PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1.
Outro movimento da campanha de Lula nesta quarta-feira foi a divulgação de uma carta destinada às famílias evangélicas.
No texto, o presidente abordou temas como segurança pública, proteção de mulheres e crianças, combate às apostas on-line e redução da jornada de trabalho.
Lula também reafirmou respeito à liberdade religiosa e pediu que os eleitores tomem a decisão no segundo turno com “consciência livre”.
“Sei que, nas famílias evangélicas, tudo se decide em oração. Por isso, conclamo vocês a pedirem discernimento a Deus para fazer a escolha nesta eleição”, escreveu.
A PEC que acaba com a escala de trabalho 6×1 também marcou a agenda política dos dois candidatos nesta quarta-feira.
O Senado aprovou a proposta em primeiro e segundo turnos. Flávio votou favoravelmente ao texto, depois de anunciar na terça-feira uma mudança de posição sobre a medida.
Lula vinha defendendo publicamente a aprovação da PEC durante o segundo turno e acompanhou a votação à distância.
A proposta garante dois dias de descanso semanal e reduz gradualmente de 44 para 40 horas a jornada máxima de trabalho, sem redução salarial.
Com a aprovação no Congresso, o texto segue para promulgação.
Lula e Flávio disputam o segundo turno da eleição presidencial em 25 de outubro.
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