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DECISÃO 2026: cresce número de mulheres eleitas para o Congresso
Publicado 07/10/2026 • 06:00 | Atualizado há 55 minutos
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Publicado 07/10/2026 • 06:00 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
Foto: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados
DECISÃO 2026: cresce número de mulheres eleitas para o Congresso
A bancada feminina terá o maior número de representantes da história do Congresso Nacional a partir de 2027. Na Câmara dos Deputados, 109 mulheres foram eleitas neste ano, contra 90 em 2022. O crescimento chega a 21%.
No Senado, 12 mulheres conquistaram vagas entre as 54 cadeiras que estavam em disputa. O número supera o resultado de 2018, quando oito mulheres foram eleitas para a Casa na última renovação de dois terços do Senado.
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Segundo a Agência Brasil, apesar do aumento, a presença feminina ainda é minoria no Legislativo. Na Câmara, elas ocuparão 109 das 513 cadeiras, o equivalente a 21% da próxima legislatura. Além disso, no Senado, serão 18 mulheres entre os 81 parlamentares, ou 22,2%.
O crescimento da bancada feminina ocorreu mesmo com uma redução no número de candidatas que disputaram vagas na Câmara. Em 2022, 3.317 candidatas concorreram ao cargo de deputada federal. Em 2026, o número caiu para 2.820, uma redução de 24%.
Entre as 109 deputadas eleitas, a federação formada por PT, PCdoB e PV reúne a maior parcela. O grupo elegeu 34 mulheres. Além disso, no Senado, a renovação também altera a composição da Casa. Atualmente, 15 mulheres ocupam cadeiras. A partir de 2027, esse número passará para 18.
O aumento da presença feminina no Congresso não significa, necessariamente, maior apoio a propostas voltadas às mulheres. A professora de Ciência Política da Universidade de Brasília, Flávia Biroli, avalia que o crescimento da representação também amplia a diversidade de posições entre as parlamentares. Segundo ela, algumas parlamentares podem defender propostas que não estejam alinhadas à igualdade de gênero.
Biroli cita como exemplo a senadora Bia Kicis, que votou contra a lei de igualdade salarial entre os gêneros. Por isso, o resultado das eleições amplia a presença feminina no Congresso, mas não permite concluir que haverá uma atuação uniforme da bancada em temas relacionados aos direitos femininos.
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Siga o Times | CNBCA nova composição também terá mais mulheres negras na Câmara dos Deputados. Levantamento da organização Mulheres Negras Decidem contabilizou a eleição de pelo menos 15 mulheres negras para a Câmara em 2026. Em 2022, foram nove eleitas. Dessa forma, o crescimento chega a 66,6%.
Para Tainah Pereira, coordenadora política da organização, o resultado também representa uma renovação geracional. Segundo ela, a maioria das mulheres negras eleitas para a próxima legislatura é jovem. No Senado, porém, o resultado foi diferente. Nenhuma das 12 mulheres eleitas em 2026 é negra.
A senadora Eliziane Gama (PT), que exerce o mandato pelo Maranhão e se autodeclara negra, não conseguiu a reeleição. Outras duas candidatas negras também perderam a disputa: Mariana Silva (Rede), que concorreu por São Paulo, e Benedita da Silva (PT), candidata pelo Rio de Janeiro. Além disso, Benedita foi a primeira mulher negra eleita para o Senado, em 1998. Até hoje, quatro mulheres negras ocuparam cadeiras na Casa.
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Com a eleição de duas mulheres pelo Distrito Federal, a unidade da Federação passará a ter três senadoras a partir de 2027, já que o DF já conta com uma representante. Além disso, o Piauí continua sendo o único estado brasileiro que nunca elegeu uma mulher para o Senado.
As 12 mulheres eleitas para o Senado em 2026 assumirão os mandatos em fevereiro de 2027, com duração de oito anos, até 2035. Apesar do avanço nas eleições, a representação feminina ainda está distante da equidade no Congresso Nacional.
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