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DECISÃO 2026: equipe de Flávio Bolsonaro propõe transição de dois anos no Bolsa Família para incentivar emprego e empreendedorismo

Publicado 19/10/2026 • 15:20 | Atualizado há 4 minutos

KEY POINTS

  • Equipe de Flávio Bolsonaro propõe transição de dois anos no Bolsa Família para estimular emprego formal e empreendedorismo.
  • Plano econômico prevê carência de seis meses para famílias endividadas e de 12 meses para micro e pequenas empresas.
  • Daniella Marques descarta cortes em programas sociais e defende redução de impostos, burocracia e privilégios no setor público.

Foto: Divulgação/Vittor Sales/Campanha Flávio Bolsonaro

A coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, apresentou uma proposta para criar um período de transição de dois anos no Bolsa Família, com o objetivo de facilitar a entrada de beneficiários no mercado de trabalho e incentivar a abertura de pequenos negócios.

Em entrevista à CBN Bahia, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal afirmou que o plano prevê a possibilidade de retorno automático ao programa social caso a tentativa de obter renda própria não tenha sucesso.

A medida integra as diretrizes econômicas defendidas pela equipe do pré-candidato à Presidência da República. Segundo Daniella, a intenção é oferecer condições para que famílias atendidas pelo programa possam buscar emprego com carteira assinada ou iniciar atividades empreendedoras sem perder a proteção social durante a transição.

“As pessoas não podem ficar presas para sempre no Bolsa Família, aquilo é uma proteção mas é o início de uma jornada e todo mundo merece sonhar com mais oportunidade, mais dignidade. É justamente nisso que a gente quer focar, esse é o coração do plano do Flávio”, declarou.

Bancos públicos teriam papel no financiamento de pequenos negócios

A proposta também prevê a participação de instituições financeiras públicas no incentivo ao empreendedorismo. De acordo com Daniella, a Caixa Econômica Federal e o Banco do Nordeste seriam utilizados para ampliar o acesso ao crédito, especialmente entre pessoas interessadas em desenvolver atividades por conta própria.

“A Caixa vai ser o grande braço de apoio para isso, assim como o Banco do Nordeste, para ser o banco do pequeno empreendedor, para oferecer crédito”, afirmou. A coordenadora não apresentou, na entrevista, detalhes sobre taxas de juros, limites de financiamento ou critérios para a concessão dos empréstimos.

Leia também: DECISÃO 2026: Flávio Bolsonaro não fará cortes em programas sociais, afirma coordenadora de campanha

Plano prevê prazo de carência para renegociação de dívidas

Outra medida apresentada por Daniella é a criação de um programa emergencial de reestruturação das dívidas de famílias e empresas. A iniciativa seria adotada em um eventual governo Flávio Bolsonaro para tentar recuperar a capacidade de pagamento de consumidores e pequenos empreendedores.

Pelo modelo defendido pela coordenadora, famílias endividadas teriam seis meses de carência para reorganizar suas obrigações financeiras. No caso das micro e pequenas empresas, o prazo seria de 12 meses.

“Esse plano emergencial vai permitir que famílias tenham carência de seis meses para reestruturar suas dívidas, assim como as micro e pequenas empresas terão carência de 12 meses para recompor a capacidade de pagamento”, explicou.

Durante a entrevista, Daniella atribuiu parte dos problemas econômicos a medidas adotadas pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), classificadas por ela como eleitoreiras. A declaração representa uma avaliação política da integrante da campanha.

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Coordenadora nega intenção de reduzir benefícios sociais

Daniella também contestou informações de que Flávio Bolsonaro pretende cortar programas sociais ou aposentadorias caso seja eleito. Segundo ela, a estratégia fiscal da campanha está direcionada à redução de despesas administrativas e de benefícios considerados excessivos no setor público.

“Não iremos (cortar programas sociais). Nós iremos cortar os privilégios em Brasília, férias de 60 dias, supersalários, viagens e outros privilégios, desperdícios da máquina pública e fechar o buraco das estatais para que a gente tenha um Estado mais eficiente”, declarou.

A ex-presidente da Caixa acusou o PT de disseminar informações falsas sobre as propostas do candidato. A entrevista, no entanto, não trouxe exemplos específicos das publicações mencionadas por ela.

Controle das contas públicas e redução de juros estão entre as prioridades

O equilíbrio fiscal aparece como outro ponto central do programa econômico apresentado pela coordenadora. A equipe de Flávio Bolsonaro defende medidas para controlar o crescimento da dívida pública e criar condições para uma possível redução dos juros reais no país.

Na avaliação de Daniella, o custo elevado do crédito compromete o orçamento das famílias e dificulta a atividade empresarial, sobretudo entre negócios de menor porte.

A expectativa apresentada pela campanha é que o controle das despesas governamentais contribua para melhorar as condições econômicas e reduzir a pressão sobre o endividamento. A coordenadora não detalhou metas fiscais nem apresentou estimativas de economia com as medidas propostas.

Redução de impostos e burocracia completa agenda econômica

A simplificação de regras para empresas e a diminuição da carga tributária também fazem parte das propostas defendidas por Daniella. Segundo ela, o chamado “tesouraço” anunciado por Flávio Bolsonaro seria direcionado principalmente aos impostos e às exigências burocráticas que dificultam a atividade econômica.

“O Brasil é um inferno para abrir um negócio”, afirmou.

A coordenadora sustenta que o Estado deve atuar para facilitar a geração de renda, a formalização de trabalhadores e a expansão dos pequenos empreendimentos.

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