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DECISÃO 2026: Flávio acusa Lula de usar fim da escala 6×1 por interesse eleitoral e defende mulheres no Judiciário; veja o dia do candidato 

Publicado 07/10/2026 • 22:31 | Atualizado há 54 minutos

KEY POINTS

  • Flávio Bolsonaro (PL) reuniu parlamentares e governadores eleitos pelo partido em Brasília e recebeu apoio formal do Novo e do Republicanos nesta quarta-feira (7).
  • O candidato afirmou que a orientação à bancada do PL é defender a votação da PEC após a eleição e voltou a sustentar um modelo de jornada flexível como alternativa.
  • Flávio afirmou que, se eleito, pretende indicar homens e mulheres para vagas no Supremo Tribunal Federal e voltou a defender mudanças institucionais por meio de PECs no Congresso.

Flávio Bolsonaro. Crédito: AFP

Flávio Bolsonaro (PL) voltou a atacar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pelo debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 nesta quarta-feira (7) e afirmou que, se eleito, pretende indicar homens e mulheres para vagas que forem abertas no Supremo Tribunal Federal (STF).

O candidato acusou Lula de usar a discussão sobre a jornada de trabalho por interesse eleitoral e defendeu que a votação da proposta em discussão no Senado ocorra após o segundo turno. “Ele está pensando no poder, não está pensando no trabalhador”, afirmou Flávio, durante entrevista à imprensa em Brasília.

Mais tarde, durante o evento em que recebeu o apoio do Republicanos, Flávio disse que buscará nomes “ponderados e preparados” para o Supremo e criticou o atual governo por não ter indicado mulheres à Corte.

“Para o STF principalmente, que respeitem a Constituição, precisamos de pessoas ponderadas e preparadas, homens e mulheres. Mulheres sendo indicadas pelo Flávio Bolsonaro, diferente do atual governo, que diz defender as mulheres, mas demitiu três ministras mulheres, não indicou nenhuma ministra para o STF”, afirmou.

Flávio também informou que a orientação à bancada do PL é defender que a votação da PEC sobre a escala 6×1 seja realizada depois da eleição presidencial, marcada para 25 de outubro.

Leia também: DECISÃO 2026: Republicanos oficializa apoio a Flávio Bolsonaro no 2º turno

A proposta em discussão no Senado reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, estabelece dois dias de descanso por semana e mantém os salários. Nesta quarta, o texto passou pela segunda das cinco sessões de discussão exigidas antes da votação em primeiro turno.

Novo e Republicanos declaram apoio

Além do debate econômico, Flávio avançou nesta quarta-feira na formação de sua base política para o segundo turno.

Pela manhã, o Novo formalizou apoio à candidatura do PL. Integrantes da legenda estiveram com Flávio em Brasília para confirmar a posição.

O partido se soma ao ex-candidato à Presidência Romeu Zema, que já havia declarado voto em Flávio depois do primeiro turno.

À noite, foi a vez do Republicanos anunciar oficialmente apoio ao candidato.

O anúncio ocorreu na sede nacional da legenda, em Brasília, com a presença do presidente do partido, Marcos Pereira, do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e de outras lideranças.

O Republicanos havia permanecido neutro no primeiro turno. A decisão nacional não impede que diretórios com alianças locais diferentes mantenham suas posições nos estados.

Flávio já havia recebido nesta semana o apoio da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, além dos ex-candidatos Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema.

Flávio reúne eleitos do PL

Flávio também participou nesta quarta-feira da primeira reunião com parlamentares e governadores eleitos pelo PL após o primeiro turno.

O encontro, convocado pelo presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, reuniu deputados federais, senadores e governadores em Brasília.

A senadora eleita pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro também participou.

Durante o evento, Flávio afirmou que pretende utilizar a atuação dos políticos eleitos pelo partido na campanha das próximas semanas.

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“Quem tem voto no Brasil é a gente. Não é artista, famosinho, não é influencer. É deputado, senador, governador”, afirmou.

O PL saiu do primeiro turno com 121 deputados federais eleitos e 19 novos senadores. Considerados os parlamentares que ainda têm quatro anos de mandato, a legenda terá 28 cadeiras no Senado a partir de 2027.

Flávio volta a defender mudanças institucionais

No evento do Republicanos, Flávio também retomou a declaração feita no dia anterior de que pretende promover uma “redemocratização” do país por meio de mudanças aprovadas no Congresso e das futuras indicações ao Supremo.

“A gente tem que redemocratizar porque as instituições têm que voltar a ser respeitadas. Olha o que o povo brasileiro falou nas urnas. Olha o Congresso Nacional que será configurado a partir de janeiro. Acho que nenhum presidente da República com meu perfil casou tanto com um Congresso como esse de centro-direita, em que a maioria está ali estabelecida por identidade programática”, disse.

O candidato afirmou que se referia a mudanças feitas por meio de propostas de emenda à Constituição e citou entre os temas a redução da maioridade penal, alterações no Judiciário, mudanças na reforma tributária e o fim da reeleição.

Flávio disse que eventuais alterações dependeriam da aprovação do Congresso e reafirmou que, se eleito, não pretende disputar um segundo mandato consecutivo.

Candidato explica fala sobre mudanças na Constituição

Nesta quarta-feira, Flávio também voltou à declaração feita no dia anterior de que a nova composição do Congresso permitiria “mudar a Constituição” e “redemocratizar” o país.

O candidato afirmou que se referia a mudanças feitas por meio de propostas de emenda à Constituição e citou entre os temas a redução da maioridade penal, mudanças no Judiciário, alterações na reforma tributária e o fim da reeleição.

Flávio disse que eventuais mudanças dependeriam da aprovação do Congresso.

Leia também: DECISÃO 2026: Flávio diz que “ameaça à democracia é com Lula” durante coletiva em Brasília

O candidato reafirmou que, se eleito, não pretende disputar um segundo mandato consecutivo.

Flávio propõe congelar dívidas

Flávio também propôs um programa para renegociar dívidas de brasileiros inadimplentes por meio da Caixa Econômica Federal.

Segundo o candidato, o governo poderia comprar débitos e refinanciá-los com prazos maiores e taxas de juros menores.

A proposta também prevê um período de carência no qual as dívidas ficariam congeladas, sem pagamento de parcelas e sem reajuste.

Para pessoas físicas, Flávio propôs seis meses de carência. Para empresas, o prazo seria de um ano.

“Isso vai reinjetar esse dinheiro na economia de uma forma sustentável”, afirmou.

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