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DECISÃO 2026: jornais internacionais destacam avanço da direita e disputa apertada entre Flávio e Lula
Publicado 05/10/2026 • 08:08 | Atualizado há 35 minutos
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Publicado 05/10/2026 • 08:08 | Atualizado há 35 minutos
KEY POINTS
Fotos: AFP
A liderança de Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro turno da eleição presidencial brasileira ganhou amplo destaque na imprensa internacional, que tratou o resultado como mais um sinal do fortalecimento da direita no Brasil e na América Latina.
Com 47,03% dos votos válidos, Flávio terminou à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que recebeu 45,16%. A diferença ficou abaixo de dois pontos percentuais, e os dois disputarão o segundo turno no dia 25 de outubro.
Além da liderança presidencial, veículos estrangeiros chamaram atenção para o desempenho de candidatos conservadores em outras disputas, especialmente nas eleições legislativas e estaduais.
O New York Times relacionou uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro no segundo turno ao avanço das forças conservadoras no continente. Segundo o jornal, caso o candidato do PL derrote Lula no dia 25, o resultado representará “a maior vitória até agora para a direita em ascensão” na América Latina.
O periódico americano também tratou a eleição brasileira como um teste importante para medir o alcance da influência política de Donald Trump na região. Na leitura do jornal, o Brasil ocupa posição central por seu peso econômico, diplomático e político no continente.
Leia também: DECISÃO 2026: confira o resultado da eleição para presidente no Rio de Janeiro
O Washington Post deu ênfase ao desempenho de nomes associados ao ex-presidente Jair Bolsonaro em diferentes disputas realizadas no domingo.
O jornal também abordou a presença de Donald Trump no debate político brasileiro e destacou que Lula e Flávio terão agora de disputar os votos dos eleitores que escolheram outros candidatos no primeiro turno.
A publicação observou que o resultado deixou o candidato do PL em posição mais favorável para buscar eleitores de nomes conservadores eliminados da disputa.
A revista britânica The Economist também interpretou a eleição brasileira como um termômetro para medir a influência de Trump na América do Sul. A publicação associou a força eleitoral da direita brasileira ao crescimento de movimentos conservadores em outros países do continente.
Nesse contexto, uma eventual vitória de Flávio seria vista como parte de uma mudança mais ampla no cenário político regional.
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Siga o Times | CNBCO britânico The Guardian destacou o desempenho de Flávio e a força dos candidatos de direita em outras eleições realizadas no mesmo dia.
O jornal classificou o resultado como uma noite difícil para o campo de Lula e apontou que o conservadorismo saiu fortalecido não apenas na eleição presidencial, mas também nas disputas pelo Legislativo e pelos governos estaduais.
A publicação ressaltou ainda que o resultado ficou acima do que parte das projeções indicava para o candidato do PL.
O espanhol El País também interpretou o primeiro turno como um avanço relevante da direita. O jornal destacou que Lula conseguiu concentrar boa parte do eleitorado de esquerda, enquanto o campo conservador chegou ao primeiro turno mais fragmentado.
Mesmo assim, Flávio terminou na liderança. Para o periódico, essa composição pode beneficiar o candidato do PL no segundo turno, já que parte dos eleitores dos candidatos eliminados tende a estar ideologicamente mais próxima da direita.
O jornal também ressaltou a taxa de abstenção, próxima de 21%, como um dos elementos que podem influenciar a disputa final.
Na Argentina, Clarín e La Nación deram atenção especial ao desempenho de Lula entre eleitores de menor renda e ao número de brasileiros que não compareceram às urnas. Os veículos relacionaram parte do resultado a um desgaste do governo entre famílias pressionadas pelo endividamento.
O Clarín tratou o movimento como um possível “voto de castigo”. Já o La Nación destacou a vantagem matemática de Flávio e chamou atenção para o perfil ideológico dos votos dos candidatos eliminados.
Como vários deles estavam posicionados mais à direita de Lula, esses eleitores passam a ser vistos como um grupo decisivo para a definição do segundo turno.
Apesar das diferenças de abordagem, os principais veículos estrangeiros concordaram em um ponto: a eleição brasileira mostrou uma direita competitiva e capaz de disputar o comando do país em condições favoráveis.
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