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DECISÃO 2026: Lula desafia Flávio sobre fim da escala 6×1 e avalia reforma do Judiciário; veja o dia do candidato

Publicado 07/10/2026 • 22:51 | Atualizado há 32 minutos

KEY POINTS

  • Lula (PT) desafiou Flávio Bolsonaro (PL) a votar a favor do fim da escala 6x1 e a orientar a bancada do partido a apoiar a proposta no Senado.
  • O presidente reuniu parlamentares em Brasília, criticou a organização de sua campanha no primeiro turno e publicou um vídeo em formato selfie convocando apoiadores às ruas\.
  • PCB e PSTU declararam “apoio crítico” à candidatura de Lula no segundo turno, mas ressaltaram que mantêm divergências políticas e programáticas com o PT.
Lula

Foto: reprodução / YouTube

Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar do fim da escala de trabalho 6×1 nesta quarta-feira (7), e desafiou Flávio Bolsonaro (PL) a apoiar a proposta em discussão no Senado. A reforma do Judiciário também foi um dos temas da campanha.

Durante uma plenária com parlamentares em Brasília, Lula cobrou diretamente uma posição do adversário sobre a redução da jornada de trabalho.

“Eu quero ver como é que o Flávio Bolsonaro vai votar. Eu o desafio a votar favorável, e a pedir ao PL para votar favorável”, afirmou.

Lula também criticou a alternativa defendida por Flávio, baseada em maior flexibilidade para que trabalhadores definam suas jornadas por meio de negociação.

“Eles estão inventando uma história de que ‘não, é melhor negociar com o patrão?’. Como se, em um acordo leonino, o trabalhador tivesse alguma vantagem”, disse.

A proposta apoiada por Lula reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, estabelece dois dias de descanso por semana e mantém os salários.

Leia também: DECISÃO 2026: PCB e PSTU farão ‘apoio crítico’ a Lula e ao PT no segundo turno

Nesta quarta-feira, o Senado realizou a segunda das cinco sessões de discussão previstas antes da votação em primeiro turno.

Presidente reúne parlamentares e critica campanha

Lula passou parte do dia reunido com parlamentares eleitos e reeleitos em Brasília.

A agenda contou com integrantes mais jovens das bancadas aliadas, entre eles políticos que tiveram forte presença nas redes sociais durante o primeiro turno.

Durante o encontro, Lula fez uma autocrítica à campanha presidencial e disse ter esperado um resultado melhor nas urnas.

“Eu, sinceramente, estranhei não termos ganhado as eleições. E mais ainda, estranhei não ter terminado em primeiro lugar”, afirmou.

O presidente também criticou a condução da campanha.

“Acho que nós fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade; poderíamos ter feito mais. Disse para o Edinho que essa foi a campanha menos organizada que participei desde 1989”, disse.

A declaração foi transmitida pelo canal do PT enquanto Lula discursava no encontro e a transmissão foi interrompida durante a fala.

Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Lula grava vídeo e chama apoiadores às ruas

A comunicação nas redes sociais também ganhou espaço na agenda desta quarta-feira.

Lula publicou um vídeo gravado por ele próprio em formato selfie e convocou seus apoiadores a ampliar a mobilização durante o segundo turno.

“Bora, gente, pra rua”, afirmou no início da gravação.

No vídeo, o presidente pediu que os eleitores conversem com outras pessoas durante as próximas semanas e apresentou a eleição como uma disputa para evitar o que classificou como retrocessos.

Durante a plenária com parlamentares, Lula também comentou a cobrança para que participe mais diretamente das redes sociais.

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“Eu tenho que falar nas redes, no celular. Eu não uso celular porque tenho a mão para fazer outras coisas”, afirmou.

Em seguida, falou sobre a resistência ao formato de vídeos pessoais.

“Mas o pessoal me enche o saco. Faz uma selfie, eu não gosto. Hoje, eu resolvi fazer”, disse.

Reforma do Judiciário segue na agenda

A reforma do Judiciário voltou a aparecer nesta quarta-feira entre as propostas defendidas pela chapa de Lula.

Durante uma agenda de campanha em Ceilândia, no Distrito Federal, ao lado do candidato ao governo Leandro Grass (PT), Geraldo Alckmin afirmou que um novo governo Lula promoverá mudanças no Poder Judiciário.

“Quem vai fazer a reforma do Judiciário somos nós. O presidente Lula já fez lá atrás, criando o Conselho Nacional do Ministério Público, o CNJ da Justiça”, afirmou o vice-presidente.

Entre as propostas mencionadas pelo presidente estão a criação de um conselho para participar da escolha de ministros do Supremo Tribunal Federal e a discussão sobre a adoção de mandatos para integrantes do Judiciário.

Na segunda-feira (5), após o primeiro turno, Lula voltou ao tema e afirmou que a situação do Supremo precisa ser discutida durante a campanha.

“Quando você chega a uma situação em que a Suprema Corte está sob a desconfiança da sociedade, é algo muito grave. Então, esses são temas que nós vamos ter que encarar nesta campanha”, afirmou.

Segurança pública entra no discurso

Durante a reunião com parlamentares, Lula também falou sobre segurança pública e voltou a defender a aprovação da PEC que amplia a participação da União no combate ao crime organizado.

O presidente afirmou que os estados não conseguiram enfrentar sozinhos o problema da segurança e defendeu uma atuação maior das forças federais.

Lula também citou a intenção de ampliar o número de unidades de segurança máxima no sistema penitenciário.

Leia também: DECISÃO 2026: Lula cobra organizadores e diz que atual campanha é a menos organizada que participou desde 1989

“O nosso lema é o seguinte: para o povo trabalhador, a proteção. Para o bandido, a prisão. É esse o nosso lema daqui para frente”, afirmou.

PCB e PSTU anunciam “apoio crítico”

Lula também recebeu nesta quarta-feira o apoio de dois partidos que lançaram candidatos próprios no primeiro turno.

PCB e PSTU anunciaram que votarão no petista no segundo turno, mas classificaram a decisão como um “apoio crítico” e mantiveram as divergências com o governo e o PT.

O PSTU afirmou nas redes sociais que fará “voto crítico no 13” para impedir o retorno da família Bolsonaro ao Palácio do Planalto, mas ressaltou que a posição não significa apoio a um eventual novo governo Lula.

O PCB adotou posição semelhante. O candidato da legenda no primeiro turno, Edmilson Costa, afirmou que o apoio tem como objetivo impedir a volta do que o partido classifica como extrema-direita, sem abandonar as diferenças programáticas com o PT.

No primeiro turno, Hertz Dias, do PSTU, recebeu 43.103 votos, equivalentes a 0,04% dos votos válidos. Edmilson Costa recebeu 22.693 votos, ou 0,02%.

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