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DECISÃO 2026: Nunes Marques volta a suspender ‘Exército do Lula’ e exige registro oficial do canal pela campanha

Publicado 13/10/2026 • 11:32 | Atualizado há 57 minutos

KEY POINTS

  • Nunes Marques voltou a suspender o canal “Exército do Lula” no WhatsApp e condicionou seu funcionamento ao reconhecimento oficial pela campanha do presidente.
  • A decisão estabelece que Lula e sua coligação poderão ser responsabilizados por eventuais irregularidades cometidas por meio do canal administrado por André Janones.
  • O presidente do TSE também determinou o monitoramento das publicações para identificar conteúdos já classificados como falsos pela Justiça Eleitoral.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, determinou nesta terça-feira (13) que o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, somente poderá retomar suas atividades se a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconhecer formalmente a ferramenta como parte de sua propaganda eleitoral oficial.

O canal foi criado e é administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG), aliado do presidente. Pela decisão, a campanha deverá comunicar à Justiça Eleitoral que a plataforma integra sua estrutura de divulgação política.

A medida também estabelece que eventuais irregularidades cometidas por meio do canal poderão resultar na responsabilização da coligação e do próprio Lula, uma vez reconhecido o vínculo oficial com a campanha.

TSE determina monitoramento de publicações

De acordo com o Globo, além de estabelecer condições para a retomada do canal, Nunes Marques ordenou que a área de combate à desinformação do TSE acompanhe as mensagens divulgadas no grupo.

O setor deverá informar à Corte caso identifique a circulação de conteúdos já classificados pela Justiça Eleitoral como falsos, especialmente publicações relacionadas a temas que foram objeto de decisões anteriores, como o caso envolvendo o empresário Flávio Bolsonaro e a milícia e a vinculação do ex-presidente Jair Bolsonaro ao caso Nossa Senhora.

A determinação busca submeter a atividade do canal às regras aplicáveis à propaganda eleitoral, incluindo a fiscalização de conteúdos considerados irregulares.

Leia também: DECISÃO 2026: Nunes Marques se reúne nesta tarde com campanhas de Lula e Flávio após impasse no TSE

Decisão ocorre após divergência entre ministros

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A nova determinação representa mais um capítulo de uma disputa interna no TSE sobre o funcionamento do “Exército do Lula”.

No fim de semana, o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, havia autorizado a retomada das atividades do canal, apontando preocupações com a liberdade de expressão.

Entretanto, Nunes Marques contrariou o entendimento do corregedor e voltou a determinar a suspensão da ferramenta. O presidente do TSE considerou necessário esclarecer a responsabilidade da campanha pelo material divulgado antes de permitir seu funcionamento.

A polêmica começou após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que apontou possíveis irregularidades nas publicações. A equipe de Lula, por sua vez, contestou medidas da Justiça Eleitoral que considerou prejudiciais à sua atuação nas redes sociais.

Canal é utilizado para mobilização eleitoral

Criado em abril de 2026, o “Exército do Lula” reúne milhões de seguidores no WhatsApp e funciona como um espaço de distribuição de mensagens, orientações e materiais favoráveis ao presidente.

Entre as atividades promovidas estão o compartilhamento de conteúdos políticos, a mobilização de apoiadores e a divulgação de orientações para ampliar o alcance de publicações em outras redes sociais.

A atuação da ferramenta passou a ser questionada na Justiça Eleitoral por causa de conteúdos publicados durante a campanha presidencial, sobretudo em meio à intensificação das disputas entre os candidatos.

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