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DENÚNCIA: Instituto Lula recebeu propina de Vorcaro em troca de negócios com o governo; PGR e PF dão outras versões
Publicado 09/10/2026 • 07:05 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 09/10/2026 • 07:05 | Atualizado há 2 horas
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Arte Times Brasil
O ex-proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, teria afirmado, em áudios e documentos entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR), que fez repasses de cerca de R$ 30 milhões em espécie — em pagamentos “por fora” — para financiar uma produção cinematográfica internacional sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destinar recursos ao Instituto Lula.
Na versão, o esquema teria sido articulado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e com o ministro Alexandre Padilha, então titular da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. O objetivo seria garantir ao Banco Master acesso a operações bilionárias em fundos de pensão de servidores federais, a exemplo de Previ, Petros e Postalis.
Os registros, obtidos pela Veja, indicam que parte da verba em dinheiro vivo foi direcionada ao Instituto Lula, gerido por Paulo Okamotto, amigo e diretor do instituto, para a realização do documentário no exterior, além de um montante adicional não revelado.
A Procuradoria-Geral da República (PGR), a Polícia Federal (PF) e a defesa de Daniel Vorcaro negaram que o ex-banqueiro tenha prestado depoimento no âmbito das negociações para uma possível colaboração premiada.
A PGR afirmou que as tratativas ocorreram exclusivamente por meio dos advogados do investigado, enquanto a PF declarou não ter recebido depoimentos, documentos ou anexos com o conteúdo divulgado e informou ter recebido uma notícia-crime para apurar fatos relacionados à publicação.
Já a defesa de Vorcaro questionou a origem, a autenticidade e a integridade dos materiais divulgados, ressaltando que as negociações não resultaram em um acordo de delação premiada.
De acordo com a Veja, material que teria sido apresentado à PGR aponta uma rede de contatos políticos, reuniões reservadas e cobranças de propinas que chegavam a 10% dos valores captados. Inicialmente, as tratativas para delação premiada de Vorcaro e os anexos apresentados foram descartados por falta de validação das provas materiais referentes aos recursos em espécie. O caso tem gerado forte repercussão no cenário político.
Segundo a apuração, as negociações envolveram diretamente João Vaccari Neto e o ministro Alexandre Padilha. Vorcaro aponta que Padilha, o ex-secretário-executivo da pasta Olavo Noleto e dois operadores ligados ao grupo também participaram do esquema.
Leia também: DECISÃO 2026: Lula minimiza Datafolha; Flávio celebra apoio de Cury e adesão de cinco partidos



Mensagens obtidas revelam a proximidade entre Vorcaro e Noleto. Após um encontro, o ex-advogado do banqueiro, Walfrido Warde, relatou que Noleto havia demonstrado simpatia por Vorcaro, que passou a tratá-lo como “grande amigo”.
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Siga o Times | CNBCO contato de Vorcaro com presidentes dos fundos de pensão se dá com um operador somente identificado como “Júlio”. De acordo com a troca de mensagens, ele contava com livre acesso ao gabinete de Padilha no Planalto.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) negou que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, tenha prestado depoimento oral durante as negociações para um possível acordo de colaboração premiada. Segundo a instituição, todas as tratativas foram conduzidas por meio dos advogados contratados pelo investigado, sem qualquer participação direta de Vorcaro nas conversas com representantes da Procuradoria.
A PGR esclareceu ainda que todas as propostas formalizadas pela defesa foram recebidas conforme apresentadas pelos advogados, sem avaliações ou recusas antecipadas. O órgão reforçou que não houve interlocução direta entre Vorcaro e integrantes da instituição durante as negociações.
Em nota, a Polícia Federal (PF) negou que Daniel Vorcaro tenha prestado depoimento com as informações divulgadas pela revista Veja. A corporação afirmou que o ex-banqueiro não entregou documentos ou anexos com o conteúdo descrito na reportagem.
“Daniel Vorcaro não prestou depoimento com o teor relatado na matéria, tampouco entregou à instituição anexos, documentos ou informações com o conteúdo ali descrito”, declarou.
A PF também esclareceu que as propostas de colaboração premiada apresentadas pela defesa de Vorcaro não foram aceitas “em razão do não atendimento aos requisitos legais”, conforme decisão fundamentada e de conhecimento dos advogados. A instituição informou ainda que recebeu, nesta sexta, uma notícia-crime com pedido de providências urgentes para apurar fatos relacionados à publicação de informações sobre o caso.
A defesa de Daniel Vorcaro também se manifestou e repudiou a divulgação dos supostos anexos relacionados às negociações de colaboração premiada que não chegaram a ser concluídas. Em nota, os advogados afirmaram que “a defesa não confirma o conteúdo de qualquer material divulgado, cuja origem, autenticidade e integridade não são reconhecidas”.
Segundo os advogados, o material preliminar da colaboração foi compartilhado com um número restrito de autoridades, submetidas ao dever legal de confidencialidade. A defesa também reforçou que “Daniel Vorcaro não prestou nenhum depoimento à PF ou à PGR no âmbito das tratativas de colaboração premiada”.
Por fim, os advogados afirmaram que o ex-banqueiro continua disposto a colaborar com as investigações. “A defesa reafirma que Daniel Vorcaro possui informações personalíssimas e relevantes para o caso e segue disponível para contribuir com as autoridades”, concluiu a nota.
A Secom da Presidência da República e o ministro Alexandre Padilha foram procurados pela reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC e não retornaram até o fechamento desta matéria.
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