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DENÚNCIA: Instituto Lula recebeu propina de Vorcaro em troca de negócios com o governo

Publicado 09/10/2026 • 07:05 | Atualizado há 27 minutos

KEY POINTS

  • Uma semana após as eleições, revelações envolvem diretamente, pela primeira vez, a Presidência da República.
  • Dinheiro vivo de Vorcaro foi pago em esquema com o ex-tesoureiro do PT e o então ministro da Secretaria de Relações Institucionais de Lula.
  • Banqueiro entregou provas, como mensagens e documentos, à PGR, que decidiu não prosseguir com as investigações.
Vorcaro

Arte Times Brasil

O ex-proprietário do Banco Master Daniel Vorcaro afirmou, em áudios e documentos entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR), que teria feito repasse de cerca de R$ 30 milhões em espécie — em pagamentos “por fora” — para financiar uma produção cinematográfica internacional sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e destinar recursos ao Instituto Lula.

De acordo com o banqueiro, o esquema foi articulado com o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e com o ministro Alexandre Padilha, então titular da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência. O objetivo seria garantir ao Banco Master acesso a operações bilionárias em fundos de pensão de servidores federais, a exemplo de Previ, Petros e Postalis.

Os registros, obtidos pela Veja, indicam que parte da verba em dinheiro vivo foi direcionada ao Instituto Lula, gerido por Paulo Okamotto, amigo e diretor do instituto, para a realização do documentário no exterior, além de um montante adicional não revelado.

Rede de articulação e propinas

O material apresentado à PGR aponta uma rede de contatos políticos, reuniões reservadas e cobranças de propinas que chegavam a 10% dos valores captados. Inicialmente, as tratativas para delação premiada de Vorcaro e os anexos apresentados foram descartados por falta de validação das provas materiais referentes aos recursos em espécie. O caso tem gerado forte repercussão no cenário político.

Segundo a apuração, as negociações envolveram diretamente João Vaccari Neto e o ministro Alexandre Padilha. Vorcaro aponta que Padilha, o ex-secretário-executivo da pasta Olavo Noleto e dois operadores ligados ao grupo também participaram do esquema.

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Trecho do depoimento em Vorcaro admite pagamento de R$ 30 milhões para documentário sobre Lula. Crédito: Veja

Crédito: Veja

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Mensagens obtidas revelam a proximidade entre Vorcaro e Noleto. Após um encontro, o ex-advogado do banqueiro, Walfrido Warde, relatou que Noleto havia demonstrado simpatia por Vorcaro, que passou a tratá-lo como “grande amigo”.

O contato de Vorcaro com presidentes dos fundos de pensão se dá com um operador somente identificado como “Júlio”. De acordo com a troca de mensagens, ele contava com livre acesso ao gabinete de Padilha no Planalto.

Crédito: Veja

Outro lado

A Secom da Presidência da República e o ministro Alexandre Padilha foram procurados pela reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC e não retornaram até o fechamento desta matéria.

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