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Dia do Voluntário: Amigos do Bem revela estratégia para manter 11 mil voluntários engajados
Publicado 01/12/2025 • 13:41 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 01/12/2025 • 13:41 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
A Organização das Nações Unidas (ONU) fixou o dia 5 de dezembro como o Dia Internacional do Voluntário. No Brasil, a ONG Amigos do Bem se destaca nessa mobilização, contando com o maior grupo de voluntários ativos do país, somando 11 mil pessoas que transformam vidas no Sertão Nordestino. O projeto foi iniciado em 1993 e, atualmente, possui uma operação 360, abordando desde segurança alimentar até educação e geração de renda.
O Real Time conversou com Caroline Albanese, vice-presidente de Comunicação, Marketing e Relações Institucionais da Amigos do Bem, que destacou a importância da data no programa Real Time. A celebração do Dia Internacional do Voluntário acontece em uma semana especial para o terceiro setor, que também inclui o Dia de Doar (2 de dezembro).
Albanese disse ao programa que a ONG tem uma “experiência de muitos anos aprendendo a realmente transformar a vida das pessoas na região mais carente do Brasil, que é o Sertão Nordestino”. A instituição começou em 1993 com 20 amigos e, hoje, é o maior grupo de voluntários ativos do país, com 11 mil pessoas.
A vice-presidente afirmou que o nome “Amigos do Bem” é “muito assertivo” por ser um projeto “movido por pessoas” e feito para “cuidar de gente”. A ONG acredita que “a miséria tem solução e que é possível mudar essa história com a ajuda de muitos amigos”.
A ONG Amigos do Bem é frequentemente questionada por empresas com programas internos de voluntariado sobre como conseguem mobilizar e reter 11 mil voluntários, sendo que a maioria está há mais de 15 anos no projeto. Caroline Albanese detalhou a estratégia da instituição.
Albanese afirmou que a retenção não é apenas um movimento, mas sim a fidelidade a uma causa, e é necessário ter um “propósito e um objetivo muito claro compartilhado com as pessoas”. O exemplo da liderança é fundamental: a fundadora, Alcione Albanese (mãe de Caroline), é a primeira a chegar e a última a sair, mobilizando-se 24 horas.
A vice-presidente ressaltou que a mobilização se baseia em uma comunicação clara sobre os desafios e metas, e na importância de “levar as pessoas para conhecer o projeto”. Ela detalhou que, ao falar do Sertão Nordestino, a ONG está se referindo a regiões com “IDHs inferiores a países da África, com IDHs baixíssimos no nosso país”, o que muitos brasileiros não sabem.
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Alcione Albanesi: Nosso projeto não é assistencialismo, é transformação
O projeto da Amigos do Bem evoluiu de forma complexa para atender às necessidades básicas e estruturais das comunidades. Caroline Albanese explicou a abordagem integral da ONG.
A vice-presidente de Relações Institucionais disse que o projeto atende a 12 dos 17 objetivos da ONU. A atuação começou com segurança alimentar e, hoje, distribui “quase 2 bilhões de litros de água por ano para 300 povoados do sertão”. Além disso, a ONG construiu “mais de 600 casas” e realiza 200 mil atendimentos de saúde.
Albanese destacou que a principal frente para mudar a história das famílias é a educação e o trabalho. A ONG oferece educação para 10 mil crianças diariamente, com ônibus escolares para o ensino regular e cursos profissionalizantes à tarde. Além disso, mantém 18 unidades produtivas para que homens e mulheres possam deixar a enxada e ter dignidade.
Ao ser questionada sobre o perfil atual do voluntário, Caroline Albanese reconheceu que o maior desafio é a continuidade, tanto no voluntariado quanto na doação.
Albanese observou que, após a pandemia, há uma maior procura por voluntariado e propósito, mas a retenção é um problema. Ela citou uma frase de sua mãe, a fundadora Alcione, para enfatizar o compromisso: “voluntário que não trabalha, dá trabalho”.
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