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Dino suspende repasses de emendas a 13 ONGs por falta de transparência
Publicado 04/01/2025 • 18:47 | Atualizado há 2 anos
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Publicado 04/01/2025 • 18:47 | Atualizado há 2 anos
KEY POINTS
O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (3) a suspensão dos repasses a 13 ONGs e entidades do terceiro setor que não forneceram informações detalhadas sobre as emendas que receberam durante o ano.
A transparência das ONGs foi alvo de auditoria da CGU (Controladoria-Geral da União). O órgão avaliou se as organizações divulgam na internet, “de forma acessível, clara, detalhada e completa, o recebimento e a execução dos recursos”.
Das 26 entidades analisadas, metade não apresentou os dados corretamente, enquanto outras 9 mostraram informações incompletas e 4 promoveram “transparência das informações de forma adequada”, segundo a Controladoria.
Dino determinou que a AGU (Advocacia-Geral da União) informe os ministérios sobre o corte de verbas em até cinco dias úteis. A decisão foi proferida em ação movida pelo PSOL e que questiona a transparência das emendas parlamentares.
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Siga o Times | CNBCAs organizações ainda devem ser inscritas no Cepim (Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins Lucrativos Impedidas) e no CEIS (Cadastro Nacional de Empresas Inidôneas e Suspensas), segundo a ordem de Dino.
Em agosto, o ministro havia determinado que ONGs e demais entidades do terceiro setor deveriam informar, na internet, os valores recebidos das emendas parlamentares de 2020 a 2024, “e em que foram aplicados e convertidos”.
Nos processos relacionados às emendas, ele também determinou à CGU diversas análises, incluindo sobre os repasses às ONGs.
Na decisão desta sexta-feira, o ministro determinou que a Controladoria deve realizar nova auditoria específica sobre as 13 entidades em até 60 dias. As instituições que tiveram a verba cortada também serão intimadas para, em dez dias, publicar nos seus sites as emendas recebidas.
No relatório já apresentado a Dino sobre o repasse de emendas as ONGs, a CGU afirma que “a ausência ou insuficiência de transparência ativa dificulta o controle, especialmente o controle social, essencial para a supervisão adequada e a garantia de accountability na aplicação dos recursos públicos”.
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