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Doença de Newcastle: entenda sintomas, transmissão e riscos para humanos
Publicado 20/10/2026 • 09:20 | Atualizado há 37 minutos
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Publicado 20/10/2026 • 09:20 | Atualizado há 37 minutos
Bob Nichols / USDA
Perus em uma granja; a doença de Newcastle é altamente contagiosa entre aves e pode causar alta mortalidade.
A confirmação de um foco da doença de Newcastle em uma granja de perus em Nova Itaberaba, no oeste de Santa Catarina, colocou as autoridades sanitárias brasileiras em alerta. A doença é altamente contagiosa entre aves e pode provocar problemas respiratórios, alterações neurológicas e elevada mortalidade, além de afetar a produção e o comércio de produtos avícolas.
O foco foi confirmado no domingo (18) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A propriedade, que abriga aproximadamente 6 mil perus de corte, foi interditada, e o governo anunciou medidas para conter a circulação do vírus.
Segundo informações do Mapa, da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) e do Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (UNDRR), a doença representa um risco principalmente para as aves. A infecção em humanos é possível, mas rara e geralmente provoca sintomas leves.
Leia também: Governo declara emergência zoossanitária em quatro municípios de SC por Newcastle
A doença de Newcastle é uma infecção viral altamente contagiosa que atinge aves domésticas e silvestres, incluindo galinhas, perus, patos e pombos.
Ela é causada por variantes virulentas do paramixovírus aviário do tipo 1 (APMV-1). Dependendo da variante do vírus e da espécie infectada, a doença pode provocar desde sinais leves até quadros graves, com mortes em grande número.
A Newcastle é uma das principais doenças acompanhadas pelos serviços de defesa sanitária animal porque pode se espalhar rapidamente entre criações e causar prejuízos econômicos.
Os sintomas variam conforme a gravidade da infecção. Entre os principais sinais estão:
Algumas aves infectadas podem apresentar poucos sintomas ou não demonstrar sinais aparentes.
Foi o que ocorreu na granja de Nova Itaberaba. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), os perus não apresentavam sintomas, mas exames laboratoriais detectaram a presença do vírus.
O vírus se espalha principalmente pelo contato entre aves infectadas e saudáveis.
A transmissão pode ocorrer por meio de partículas liberadas na respiração, secreções e fezes de animais contaminados.
Água, ração, equipamentos, roupas e calçados também podem transportar o vírus de uma propriedade para outra. O deslocamento de aves infectadas é outra forma importante de disseminação.
Por isso, o controle da movimentação de animais e as medidas de higiene nas granjas são fundamentais para evitar novos focos.
Sim. A doença de Newcastle é considerada uma zoonose porque o vírus pode infectar seres humanos. Entretanto, isso acontece raramente e costuma provocar manifestações leves.
Segundo a UNDRR, o sintoma mais comum em pessoas é a conjuntivite, uma inflamação nos olhos que geralmente desaparece sem deixar consequências permanentes.
O risco de exposição é maior entre trabalhadores de granjas, profissionais de laboratórios e pessoas que manipulam aves ou materiais contaminados.
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Siga o Times | CNBCA entidade informa que não há registro de transmissão do vírus de uma pessoa para outra.
Segundo o Ministério da Agricultura, o consumo de produtos avícolas submetidos à inspeção sanitária oficial permanece seguro.
Na segunda-feira (19), o ministro da Agricultura, André de Paula, reforçou que o foco identificado em Santa Catarina não representa uma contraindicação ao consumo desses alimentos, conforme comunicado oficial do Mapa.
Os consumidores podem identificar produtos inspecionados pelos selos SIF (Serviço de Inspeção Federal), SIE (Serviço de Inspeção Estadual) ou SIM (Serviço de Inspeção Municipal), presentes nas embalagens.
O Mapa informou ainda que as aproximadamente 6 mil aves da propriedade afetada permaneceram no estabelecimento e não foram destinadas à produção de carne para consumo.
Não existe um tratamento antiviral específico comprovadamente eficaz para eliminar a infecção causada pelas variantes mais graves do vírus nas aves.
Por isso, a resposta a um foco confirmado concentra-se em impedir a transmissão e erradicar o vírus da propriedade afetada.
As medidas podem incluir interdição, restrição à movimentação de aves, eliminação dos animais do estabelecimento infectado, limpeza e desinfecção das instalações.
Esses procedimentos seguem protocolos sanitários nacionais e internacionais.
Existem vacinas para prevenir a doença de Newcastle em aves.
Segundo a UNDRR, são utilizados diferentes tipos de imunizantes, incluindo vacinas com vírus vivos atenuados e vacinas inativadas.
No Brasil, a vacinação faz parte das estratégias de prevenção da doença e deve seguir as regras sanitárias e as orientações dos serviços veterinários oficiais.
Além da imunização, medidas de biossegurança, como controle de acesso às granjas, higienização de equipamentos e prevenção do contato com aves potencialmente infectadas, ajudam a reduzir o risco de transmissão.
Quando a doença é identificada em uma criação comercial, os órgãos de defesa agropecuária adotam medidas para conter o vírus e investigar sua possível disseminação.
Em Santa Catarina, o governo declarou emergência zoossanitária em Nova Itaberaba e nos municípios vizinhos de Coronel Freitas, Nova Erechim e Águas Frias.
O Mapa informou que aproximadamente 133 propriedades da região serão monitoradas. As equipes devem realizar visitas, avaliar as condições de saúde das aves e coletar amostras para exames laboratoriais.
A propriedade onde o foco foi confirmado permanece interditada, com a movimentação de aves suspensa.
A doença também é de notificação obrigatória à OMSA. Sua confirmação pode levar países importadores a restringir temporariamente a compra de produtos avícolas, conforme os acordos sanitários estabelecidos com o Brasil.
Produtores, veterinários e outras pessoas que identifiquem mortalidade repentina de aves ou sinais compatíveis com a doença devem comunicar o serviço veterinário oficial.
A notificação pode ser feita pelo sistema e-SISBRAVET, disponibilizado pelo Ministério da Agricultura.
A identificação precoce é importante para reduzir o risco de disseminação do vírus e proteger as criações de aves.
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