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Com 55% de participação, mineração vira o motor do saldo comercial do Brasil
Publicado 03/02/2026 • 18:40 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/02/2026 • 18:40 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Portal Brasil.gov.br / Ricardo Teles
A indústria da mineração brasileira em 2025 respondeu por 55% do saldo da balança comercial do país, segundo dados divulgados pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração) nesta terça-feira (3). O faturamento do setor somou R$ 298,8 bilhões em 2025, crescimento de 10,3% em relação a 2024.
O minério de ferro respondeu por R$ 157,2 bilhões, equivalente a 52,6% do faturamento total, apesar de queda de 2,2% no valor faturado com essa substância. Minas Gerais, Pará e Bahia lideraram o faturamento do setor no ano, com participações de 39,9%, 34,5% e 4,5%, respectivamente, confirmando a concentração regional da atividade mineral no País.
No comércio exterior, o setor exportou cerca de 431 milhões de toneladas de produtos minerais, alta de 7,1% em volume, que resultou em receitas de aproximadamente US$ 46 bilhões (R$ 236,2 bilhões), aumento de 6,2% em dólares frente a 2024. O minério de ferro respondeu por 62,8% do total exportado.
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As importações minerais somaram US$ 8,5 bilhões (R$ 44,6 bilhões) em 2025, com leve aumento de 0,1% em valor e queda de 1,3% em toneladas, refletindo menor dependência externa em alguns insumos estratégicos.
O saldo da balança comercial mineral alcançou US$ 37,6 bilhões (R$ 197,4 bilhões) no ano, montante equivalente a 55% do saldo total da balança comercial brasileira, que fechou em US$ 68,3 bilhões (R$ 358,5 bilhões). O resultado reforça o papel do setor mineral como um dos principais pilares do comércio exterior do País. Em 2024 essa participação no saldo da balança havia sido de 47%.
A contribuição fiscal da mineração também avançou. A arrecadação total de tributos e encargos do setor cresceu cerca de 10% em 2025, alcançando R$ 103 bilhões. Desse total, a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) somou R$ 7,9 bilhões. Em 2024 o setor havia recolhido R$ 93,4 bilhões em tributos e encargos.
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No mercado de trabalho, a indústria extrativa mineral registrou 229.312 empregos diretos em novembro de 2025, excluídos petróleo e gás. Entre janeiro e novembro, foram criadas 8.330 novas vagas formais no setor.
As perspectivas de médio prazo indicam expansão dos investimentos. A estimativa para projetos do setor mineral no período de 2026 a 2030 é de US$ 76,9 bilhões (R$ 403,7 bilhões), valor 12,5% superior ao previsto no ciclo anterior.
Os minerais críticos e estratégicos concentram parte relevante desse movimento. A previsão de investimentos para essas substâncias alcança US$ 21,3 bilhões (R$ 111,8 bilhões) até 2030, crescimento de 15,2% em relação à projeção anterior, sinalizando o alinhamento do setor às demandas da transição energética e da reindustrialização global.
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Anteriormente, o valor total de investimentos em mineração, no caso para o período 2025-2029, era de US$ 68,4 bilhões (R$ 359,1 bilhões), ressalta o Ibram.
“Os resultados apurados pelo Ibram evidenciam uma indústria com desempenho econômico robusto, forte inserção no comércio exterior e ampliação do ciclo de investimentos, em especial em minerais considerados estratégicos para o futuro da economia”, avalia o vice-presidente do Ibram, Fernando Azevedo. Ele reforça que o momento geopolítico global amplia o interesse pelos minerais críticos por parte de nações e blocos de países interessados em concretizar planos de desenvolvimento em diferentes áreas, em especial energia limpa e tecnologia.
Veja aqui o estudo completo do Ibram.
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