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Construção civil: manutenção da Selic prolonga cenário restritivo para o setor
Publicado 28/01/2026 • 22:06 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 28/01/2026 • 22:06 | Atualizado há 8 meses
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Tânia Rêgo / Agência Brasil
O setor da construção vê com cautela a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de manter a taxa básica de juros em 15%. A decisão foi anunciada nesta quarta-feira (28), ao término da primeira reunião do colegiado em 2026, confirmando a continuidade de uma política monetária restritiva.
Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correia, o cenário de juros altos limita tanto a demanda por imóveis quanto a capacidade das empresas de viabilizar novos projetos. Segundo ele, o impacto vai além do crédito habitacional e atinge toda a cadeia produtiva do setor.
Leia mais:
Banco Central mantém taxa de juros em 15% ao ano pela 5ª vez consecutiva
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Siga o Times | CNBC“Uma política monetária contracionista encarece o crédito imobiliário, reduz a demanda por novos empreendimentos e desacelera a atividade da construção. Juros altos aumentam os custos, restringem o acesso ao financiamento e afetam a confiança dos investidores”, afirmou.
A construção é um dos setores mais sensíveis à taxa de juros, por depender de financiamentos de longo prazo e por ter forte efeito multiplicador sobre o emprego e a renda. A avaliação é de que os efeitos podem se estender até 2026, mesmo com a expectativa de maior disponibilidade de recursos para o financiamento imobiliário. “É necessária uma trajetória de queda dos juros como condição para uma retomada mais consistente da atividade econômica”, complementou o presidente da CBIC.
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