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Custo Brasil: impostos e burocracia geram perda de R$ 1,7 trilhão por ano
Publicado 19/12/2025 • 10:45 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/12/2025 • 10:45 | Atualizado há 2 meses
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O Brasil desperdiça anualmente cerca de R$ 1,7 trilhão, o equivalente a 20% do Produto Interno Bruto (PIB), em razão de entraves que encarecem a produção, inibem investimentos e reduzem a competitividade das empresas. O dado é do Observatório do Custo Brasil (OCB) e foi divulgado na edição anual da revista da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Criado no fim da década de 1990, Custo Brasil reúne um conjunto de entraves que afetam o ambiente de negócios, como: burocracia excessiva, sistema tributário complexo, infraestrutura insuficiente, insegurança jurídica, alto custo do capital e dificuldades de acesso a financiamento. Na prática, o resultado é um país onde produzir é significativamente mais caro do que em economias comparáveis.
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O levantamento da CNI mostra que 70% dos empresários industriais apontam a carga tributária como o principal fator por trás do Custo Brasil. Em seguida aparecem a falta de mão de obra qualificada (62%), as dificuldades de financiamento (27%), a insegurança jurídica e regulatória (24%) e a ausência de competitividade justa (22%). A pesquisa, encomendada ao Instituto Nexus, ouviu 1.002 empresários de todos os portes e regiões do país, entre julho e agosto de 2025.
Os efeitos do Custo Brasil não se limitam às empresas. Para 77% dos empresários, esses entraves elevam os preços pagos pelos consumidores. Além disso, 64% afirmam que esse impacto aumentou nos últimos três anos, enquanto 78% consideram a redução desses custos uma prioridade estratégica.
“O Custo Brasil é um indicador que mostra quão mais caro é produzir no nosso país em relação à média dos países da OCDE. Infelizmente, esse indicador revela que produzir no Brasil é quase 20% mais caro do que produzir em outros países”, afirma Léo de Castro, vice-presidente da CNI.
Segundo o executivo, o impacto é direto sobre o custo de vida. “Isso faz com que os brasileiros paguem mais caro por tudo o que consomem, já que grande parte dos produtos e serviços é produzida aqui”, diz.
O Custo Brasil é estruturado em 12 eixos, que incluem desde burocracia e insegurança jurídica até logística, educação, acesso a insumos e ambiente de negócios. De acordo com Rogério Caiuby, conselheiro executivo do Movimento Brasil Competitivo (MBC), seis desses eixos concentram cerca de 80% do impacto total: acesso a capital, mão de obra qualificada, logística, energia, regulação e sistema tributário.
“As empresas gastam, em média, 1.500 horas por ano apenas para cumprir obrigações tributárias. Nos países mais desenvolvidos, essa média é de 160 horas”, afirma Caiuby. Ele ainda acrescenta que a reforma tributária, prevista para começar a ser implementada em 2027, pode reduzir significativamente esse custo apenas com a simplificação do sistema.
Ainda assim, Caiuby avalia que a reforma tributária, isoladamente, não é suficiente. “Se não houver uma reforma administrativa que melhore a qualidade do gasto público, corremos o risco de ter alíquotas elevadas e desequilíbrio fiscal mesmo com um sistema mais simples”, afirma.
De acordo com o MBC, as reformas estruturantes já mapeadas poderiam reduzir o Custo Brasil em até R$ 530 bilhões por ano, caso fossem implementadas integralmente.
Na avaliação da CNI, o Custo Brasil compromete a produtividade e limita a capacidade de crescimento sustentado do país. Ricardo Alban, presidente da entidade, afirma que o problema se soma a outro entrave estrutural: o nível elevado da taxa de juros.
“O Custo Brasil é uma anormalidade histórica que se arrasta há décadas. Burocracia excessiva, insegurança jurídica, sistema tributário complexo, infraestrutura insuficiente e crédito caro consomem recursos que poderiam estar produzindo riqueza”, afirma Alban, destacando que o país desperdiça anualmente o equivalente a um quinto de tudo o que produz por não enfrentar esses gargalos.
Para a CNI, a combinação entre custos estruturais elevados e juros altos enfraquece o dinamismo econômico, sobretudo nos setores mais sensíveis à política monetária, como indústria e serviços.
Nesse cenário, a entidade defende a construção de um pacto nacional de longo prazo, baseado em reformas estruturais e políticas de Estado que ampliem a previsibilidade, fortaleçam a responsabilidade fiscal e aumentem a competitividade.
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