Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
EXCLUSIVO: Selic alta favorece grandes investidores, mas freia crédito e crescimento, avalia economista
Publicado 08/11/2025 • 21:10 | Atualizado há 11 meses
Dow Jones recua pelo segundo dia seguido com alta nos rendimentos dos Treasuries
Restrições dos EUA a importações do Canadá entram em vigor; veja produtos barrados
Oura, fabricante de anéis inteligentes, adia IPO devido à ‘incerteza’ no mercado
Carteira de títulos municipais de Trump chega a até US$ 1 bilhão
Shell aprova expansão de US$ 23 bilhões do LNG Canada e impulsiona plano de Carney
Publicado 08/11/2025 • 21:10 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
A manutenção da taxa Selic em 15% ao ano pelo Banco Central cria um cenário vantajoso para grandes investidores, mas limita o crédito e compromete o crescimento da economia brasileira, de acordo com avaliação de Júlio Miragaya, integrante da Comissão de Política Econômica do Conselho Federal de Economia (Cofecon), realizada durante entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC neste sábado (8).
Para o economista, a taxa elevada aumenta a atratividade das aplicações financeiras, sobretudo para investidores institucionais. Ao mesmo tempo, desestimula o crédito tanto para o setor produtivo quanto para o consumo das famílias. Isso, afirma, tem efeito direto sobre o desempenho da atividade econômica.
Miragaya argumenta que o atual patamar da Selic, diante de uma inflação projetada em torno de 4,5% para o ano, gera uma taxa de juro real superior a 10% — uma das mais altas do mundo. Em sua análise, esse diferencial beneficia o mercado financeiro, mas dificulta o acesso ao crédito e afeta negativamente os setores produtivos.
Leia mais:
Manutenção da Selic deve desacelerar atividade da construção em 2025, avalia CBIC
CNI critica Selic: juros sufocam o crescimento
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCO especialista também alerta que a política de juros altos prejudica a capacidade de crescimento do país. Segundo ele, enquanto outras economias emergentes mantêm ritmos de expansão superiores a 5% ao ano, o Brasil deve fechar 2025 com crescimento pouco acima de 2% no Produto Interno Bruto (PIB).
Além disso, Miragaya destaca que a restrição ao crédito imposta pelos juros elevados tem impactos estruturais. A redução da atividade industrial, do consumo e do investimento público e privado limita a geração de emprego e a expansão de renda, elementos fundamentais para um crescimento sustentável.
Ele também questiona a rigidez da meta de inflação estabelecida para o Brasil, apontando que países com estrutura econômica semelhante operam com metas mais elevadas, entre 4% e 6%. Para o economista, insistir em trazer a inflação ao centro da meta de 3% exige um nível de aperto monetário que prejudica a economia como um todo.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Vorcaro teria apoiado plano para financiar advogado em disputa pela presidência da OAB
2
Anthropic lança modelo de IA Claude Sonnet 5.5, o segundo desde o apelo do CEO por desaceleração
3
Lobista amiga de Lulinha recebeu R$ 570 mil durante tramitação de aval da União a empréstimo de Goiânia
4
Caixa libera dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep; veja como sacar
5
Lobista amiga de Lulinha recebeu R$ 570 mil durante tramitação de aval da União a empréstimo de Goiânia