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Fusões e aquisições no Brasil crescem 13% no ano; setor financeiro lidera retomada
Publicado 19/12/2025 • 09:34 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 19/12/2025 • 09:34 | Atualizado há 2 meses
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Volume de M&A no Brasil cresce 8% e supera US$ 50 bilhões em 2025
O mercado brasileiro de fusões e aquisições (M&A) entrou em 2025 em um ciclo de retomada seletiva, impulsionado por maior previsibilidade macroeconômica e pela redução da taxa de juros. Até agosto, foram registradas 954 transações no país, número 13% superior ao de 2024, segundo dados de PwC e KPMG.
O setor financeiro liderou o movimento, com 143 operações, crescimento de 110% na comparação anual. Para especialistas, o desempenho reflete tanto a reorganização do setor quanto a busca por escala, eficiência operacional e avanço tecnológico.
De acordo com David John Denton, especialista em M&A da OKTO FINANCE, a retomada não se resume ao aumento do volume de operações, mas à mudança no perfil dos negócios. “O mercado está mais seletivo. As transações têm priorizado empresas com potencial de crescimento sustentável, governança estruturada e capacidade de inovar”, afirma.
Segundo Denton, setores ligados à tecnologia concentram o interesse de investidores nacionais e estrangeiros, com destaque para inteligência artificial, fintechs, healthtechs e energia renovável. “Há uma clara tendência de consolidação estratégica nesses segmentos”, diz.
Outro fator relevante em 2025 foi a atuação mais intensa dos fundos de Private Equity, que acumulam capital e buscam tanto novas aquisições quanto oportunidades de saída. O ambiente de juros mais baixos contribuiu para reduzir o desalinhamento de expectativas entre compradores e vendedores.
“A maior previsibilidade macroeconômica destravou negociações que estavam represadas. Isso facilita a estruturação e a conclusão das transações”, explica Denton.
A demanda por ativos tecnológicos segue como um dos principais motores do atual ciclo de M&A. Segundo o especialista, empresas ligadas a inteligência artificial, cibersegurança e transformação digital passaram a ocupar papel central nas estratégias corporativas.
“O interesse por essas companhias cresce de forma consistente, impulsionado pela necessidade de ganho de eficiência, escalabilidade e proteção de dados. Tecnologia deixou de ser um complemento e passou a ser parte central da tese de investimento”, afirma.
Para 2026, a expectativa é de continuidade do ciclo de retomada, ainda que com maior cautela em função do calendário eleitoral no Brasil e em outras economias relevantes. A proximidade das eleições tende a influenciar o ritmo das negociações, sobretudo no primeiro semestre.
Segundo Denton, períodos eleitorais costumam alongar processos decisórios, mas não interrompem operações estruturais. “As eleições aumentam a volatilidade e podem postergar anúncios, mas a tese de investimento permanece sólida em setores como infraestrutura, energia, tecnologia e logística”, conclui.
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